segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Forever, tequila, você e eu #4 only my



Samanta como sempre estudando mais e mais, nem me dava atenção, Carla não tinha ido para escola e eu ainda tinha que aguentar uma professora berrando em meus ouvidos, escola não era  coisa para mim, eu não tinha nascido para estudar, eu queria somente sair da minha casa, pegar minhas coisas, roubar um carro e fugir para outro pais com a pessoa que amo, somente esquecer de tudo, fugir de todos os meus problemas e lembranças ruins, eu não tinha nascido para ficar e me estabelecer em um lugar só, eu tinha nascido para BR eu tinha nascido para o mundo, era isso que sempre pensava cada vez que alguém me dizia o que fazer ou como agir, eu me sentia sufocado por todos ao meu redor, mas Samanta por outro lado, fazia esse menino rebelde que morava em mim se sentir livre, fazia eu me sentir bem apesar de tudo, a única coisa que eu queria fazer é encontra - lá uma vez mais, olhar em seus olhos uma vez mais, ouvir sua voz uma vez mais, acho que por mais estranho que isso seja eu tava quase admitindo que estava insanamente, loucamente, descontroladamente apaixonado por uma estranha completa, e assim fiquei, coloquei meus fones de ouvido, deitei sobre a mesa e fiquei a observa – lá, ela era tão linda quando estava concentrada, estudando prestando atenção naquela professora arrombada que estava gritando lá na frente, ela fazia minha mente girar e girar cada vez mais, ela me deixava louco, foi quando o sino do intervalo tocou e me levantei depressa e sai da sala, aquela gritaria me deixava alucinado, andei por aqueles corredores cheios de gente, passei a mão em meus cabelos e me dirigi até o refeitório sozinho,  me sentei  sobre a cadeira e fiquei ali, a olhando para o nada e desejando que uma bomba caísse em cima daquela escola maldita, foi quando senti uma mão em meus ombros e logo depois dizendo:
- ou você odeia a aula de química ou eu que sou sua distração
 Na hora reconheci a voz e fiquei vermelho cereja uma vez mais.
-por que Samanta? perguntei com um ar de desentendido
- porque você ficou me olhando a aula toda! respondeu ela com um sorriso na face
- eu só estava pensado o porquê que temos que estudar química sendo que nenhum dos fracassados da nossa classe vão vir á usar algum dia. inventei uma desculpa, eu gostava de química, não gostava da professora que era uma japonesa, gorda que tinha bigode.
- concordo com você, odeio química, e essa matéria é a que menos cai na prova do vestibular, não somos obrigados á estuda respondeu ela mordendo sua maçã
- pois é.
- mas Joe, eu vi um cara hoje jogando suas coisas no chão, porque você não fez nada? perguntou ela com um ar de indiguinação
- ahh, é o Bruno, ele me odeia e eu nem sei o porquê, sempre faz coisas do tipo sabe e se eu fizer alguma coisa, eu apanho dele e mais da metade dos favelados aqui da escola. respondi me sentindo um fracote
- ai Joe, você é especial, nem deve baixar o nível para esse tipo de garoto, eles são uns primitivos respondeu ela, na hora achei fofo da parte dela
- obrigado Samanta, foi gentil da sua parte. respondi com vergonha
- disponha respondeu ela com um sorriso de novo no rosto.
O sinal havia tocado e algo me dizia que era hora do inferno recomeçar. Levantamos da mesa e nos dirigimos para a sala de aula e lá estava o carrasco disfarçado de professora á espera dos alunos com seu instrumento de tortura em mãos ‘’o giz’’ esperando em pé em frente ao quadro, Joelma era o seu nome, a ‘’Joelma’’ do calypso era bonita perto dela, logo que entrei porta á dentro ela se referiu indiretamente á minha pessoa:
- e espero que depois desse intervalo todos estejam prontos para desligar os fones de ouvido que, aliás, são proibidos na escola e prestar atenção na aula, não é mesmo Joe?
- pode crer professora. respondi rindo, eu sabia como irritar ela, e um dos melhores jeitos de deixar ela uma pilha era usar gírias, eu particularmente odiava falar igual a um ‘’mano do funk’’ mas se fosse para deixar a professora de mau humor eu faria. Sentei sobre minha cadeira, peguei meus cadernos e canetas e comecei á fingir que estava estudando já Samanta escrevia compulsivamente em seu caderno, eu olhava para os lados, e todos os outros otários da minha classe, os quais eu não era amigos de nenhum, estavam fazendo as atividades, otários, pensava eu em meu devaneio obscuro, o tempo passou e estava quase na hora de acabar a aula, e eu nunca estive tão feliz por estar indo para casa, chamei Samanta e perguntei:
-Samanta vai para o ponto de ônibus?
- Vou sim, me espera que só vou guardar meu material disse ela pondo seus cadernos sobre a mesa. O ônibus passava 17:25 e eram 17:29 quando saímos da escola caminhando devagar, eu tinha visto a  hora mas me deixei levar pela conversa, que por sinal estava ótima, estávamos falando sobre virgindade, sexo e posições sexuais, ( risos ) Samanta era inteligente em tantos aspectos que conseguia falar sobre qualquer assunto, inclusive sexo, ela era safada e eu adorava, (momento bandido)  mas sim!!  Samanta era virgem, depilava a xereca, tinha nojo de sexo oral e gostava de meninos, mas se por algum motivo rolasse dela pegar uma menina, tudo bem.
     então quando finalmente chegamos ao ponto de ônibus as 17:40 adivinha, o nosso ja tinha passado
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