Tirei sua mão de meu rosto bruscamente e a deixei-a falando sozinha, eu estava com tanta raiva, eu só queria entrar na escola e esquecer que tinha visto Renata uma vez mais, eu havia jurado que nunca mais falaria com ela, mas eu não consegui, na verdade eu queria dizer poucas e boas para ela, na verdade eu não tinha falado nem metade do que eu queria dizer e Carla não merece minhas palavras, a única coisa que ela poderia receber de mim ainda era a minha ignorância dada de bom grado.
Continuei caminhando em direção á escola e meus olhos estavam cheio de lagrimas, eu ainda não havia entendido mas Renata ainda tinha um certo poder sobre mim, e isso me deixava fraco, me deixava cada vez mais para baixo, quando lembrava de tudo que tínhamos passado juntos, as conversas, bebedeiras e toda a porra que fazíamos ainda não conseguia acreditar que por burrice e infidelidade dela acabou tudo.
Eu não só amava Renata, tínhamos uma ligação e eu achava que ela era perfeita, eu achava que ela fazia tudo certo, eu estava cego, eu era um trouxa, eu era um idiota e talvez eu até mereça o que aconteceu, mas enfim, ela que me deixasse em paz! Porque correr atrás de alguém que tem nojo de você? Muito burra ela (((risos)))
Entrei na escola e ela ficou para trás no meio da chuva, e aqueles pingos de água que caiam sobre seus longos cabelos pretos a deixava mais linda, fazia tanto tempo que eu não olhava naqueles olhos, tanto tempo... Renata me fazia me sentir em casa, de alguma maneira me fazia se sentir em casa, mas era tarde para nós e Samanta ainda era o que eu queria.
Contei a Carla, e como sempre, ela nunca me dava uma luz, ela só servia pra me ouvir de vez em quando e para ir a minha casa comer a vadia dela nas quintas á noite e me fazer companhia, fora isso aquela sapatão não servia para nada, aquela aula não acabava e aquela maldita professora não calava a boca, senti um embrulho em meu estomago e uma raiva incontrolável correu sobre a minha espinha, baixei minha cabeça e fiquei ali, eu não estava nem ai para escola ou para aquele bando de idiota que achava que estudar é tudo na vida de uma pessoa, bando de acéfalo, se pudesse mataria um por um. (((matar curto muito)))
A aula estava no fim e já eram 17:00 horas e estava quase na hora de sair, passei a tarde toda com o celular no bolso e não vi que tinha chegado um SMS de Samanta, ela tinha me avisado que ela havia chegado e perguntou como eu estava. Respondi normalmente. E as próximas 5 horas ficamos conversando por SMS e foi muito legal, eu ainda não havia comentado sobre Renata com ela mesmo porque isso seria totalmente horrível. Voltei para casa e ficamos por algumas horas naquele (((BLAH BLAH BLAH))) falando sobre tudo e não dizendo nada e enfim adormeci com meu celular em mãos.
''Então não vá embora, diga o que disser, mas diga que você ficará para sempre e mais um dia... durante o tempo de minha vida''
#11 Reviravoltas
O tempo Passou continuamos a volta para casa em meio aquelas ruas cheias de vida, um tempo depois finalmente chegamos, e eu não estava nem um pouco afim de dizer adeus, o dia tinha sido ótimo e Samanta me deixava feliz, mas como tudo acaba, inclusive encontros, o meu havia acabado. Chegamos a frente de sua casa, eram 21:05 da noite, e aposto que seus pais estavam preocupados, a grande vantagem de não ter pais, é que você faz o que quiser, chega a hora que quiser, na verdade eu tinha uma vida de adulto, ninguém ia na escola ver as minhas notas, ou conversar com minhas professoras biscates e a única pessoa que eu tinha que dar satisfações era o meu irmão Nicolas e ele nem se preocupava comigo. Minha vida era ótima, porém eu daria tudo para ter meus pais uma vez mais, olhar nos olhos de minha amada mãe que jaz no cemitério ou lado de meu pai que bruscamente foi tirado de mim, eu daria tudo para ouvir a voz deles uma vez mais. Mas, porém, ao contrario de minha família, os pais de Samanta pareciam ser muitos preocupados com o bem estar da filha.
Samanta estava á abrir o portão, com seu coturno em mãos, foi quando ela olhou para trás e me falou:
-Obrigada Joe, Foi um dia incrível.
-De nada. –falei sorrindo
-tchau –sussurrou ela
-Tchau –respondi dando um beijo em seu rosto
Continuei meu caminho olhando para trás, vendo Samanta entrar em sua casa ao acenar com a mão para mim. Mais quatro quadras e eu estaria em minha casa, eu estava exausto, e minhas pernas doíam, e eu estava me sentindo tonto. Cheguei ao meu prédio e O porteiro já havia saído, e eu estava sem chave, eu iria ter que apelar para meu irmão, toquei o interfone e ele abriu a porta, subi devagar e o encontrei como sempre sentado ao sofá, me ignorando o ignorei de volta, fui ao banheiro e tomei um longo banho e depois cai pelado em minha cama e lá dormi com a bunda descoberta, em meio a noite, acordei com o celular vibrando sobre a mesa. Era um SMS de Samanta que dizia: ‘’ Jo, amor, não vou na escola Segunda e nem terça, vou viajar, só pra avisar, beijo’’ Não respondi por motivo de não ter créditos, mas enfim, o Domingo chegou rapidamente, e com ele logo a segunda feira, o dia que mais odeio, acordei sem vontade nenhuma de ir para escola, aquele dia iria ser ruim, tinha certeza.
Arrumei meu cabelo, coloquei minhas roupas e sai correndo como sempre para não perder o ônibus, o sol ainda não brilhava, a chuva estava á cair e o meu guarda chuva não cobria minha mochila, meu dia mal começara e já estava a me aborrecer, e nisso tudo que estava á acontecer, eu mal sabia que algo pior estava por vir, entrei me sentei no ônibus, coloquei meus fones e depois de umas paradas, entrou uma garota e sentou ao meu lado, na hora não olhei, mas depois de alguns minutos ela me disse:
-não cumprimenta mais os velhos amigos Joe?
Olhei para o lado depressa, e já vinha a imagem em minha cabeça, não poderia ser, não queria que fosse mas era, Renata estava ao meu lado, sorrindo.
-Tem coragem de sentar ao meu lado e ainda me cumprimentar não é Renata? –respondi com ironia
-Ah qual é Joe, você ainda esta depressivo por causa daquele assunto? –perguntou ela
- não, estou exalando felicidade, estou tão feliz por ver você que até acho que vou me levantar e se sentar ao lado da velhinha ali. –respondi juntando minhas coisas
-não Joe. Quero falar com você, me escuta por favor –respondeu ela
Sentei-me uma vez mais e fiquei a ouvidos daquela biscate.
-Joe, sei que já se passaram um ano, não tive coragem de falar com você.
-sério? E o que te motivou a falar comigo logo agora? –perguntei
-Eu não sei, mas eu te amo, acredite quando eu digo, me desculpe. –respondeu ela pondo a mão sobre as minhas
-Desculpa? Desculpa pelo que? Por me deixar no meio da rua, em coma alcoólico? Por me roubar? Por fingir que gostava de mim esse tempo todo e depois me abandonar?
-mais ou menos isso, mas eu me arrependi Joe, olhe pra mim. –disse ela virando meu rosto
-não, me solta, me deixa em paz garota, tira a mão de mim. –gritei tirando a mão dela do meu rosto – muita coragem da sua parte vir falar comigo logo agora Renata. Quando eu estava no hospital nem para me ligar e perguntar como eu estava, o que você tem a dizer? Ficou com medo também?
-eu fiquei com vergonha. –respondeu ela olhando para o chão
-deveria estar com vergonha agora, ou se você tivesse vergonha nessa cara, nunca mais falaria comigo, não estaria aqui igual a uma cadela no cio me pedindo desculpas. –respondi com rigidez.
-Joe, Por favor, não faz isso, me desculpa, eu te amo. –disse ela á chorar
Meu ponto chegou e desci do ônibus, ela veio atrás, continuou a caminhar ao meu lado sobre a chuva. Os pingos que caiam e molhavam seu rosto realmente a deixavam mais linda, e o que me intrigava, era que Renata de alguma maneira ainda me influenciava, eu não sabia quem eu amava, estava louco por Samanta, mas toda vez que Renata olhava em meus olhos meu coração batia forte.
Parei virei de frente dela com meu guarda chuva.
- e o que você quer? O que realmente quer? -perguntei
-Quero você uma vez mais. –disse ela pondo a mão sobre meu rosto
Eu sei que estou atrazado um semana, RISOS, mas ai esta o 10, desculpa a demora gente. PUSS PUSS
''Eu estou pra valer.. você está pra valer? eu não posso me ajudar, esse é o modo que eu me sinto, quando você me olha nos olhos, como você fez na última noite. Eu não aguento ouvir você dizer 'adeus'
Bem, isso parece tão certo, porque parece tão certo
Apenas te ter aqui ao meu lado
Então não me deixe ir, porque você tem a minha alma
E eu só queria que você soubesse''
Meu corpo gelou em um instante, meus olhos brilharam mais que as luzes insanas daquela cidade, passei a mão em seu rosto perfeito, olhei em seus olhos e a beijei, era o que eu queria fazer, era o que eu mais precisava fazer naquele dia, ela poderia estar sem aquela roupa toda e sem aquela maquiagem que eu ainda a acharia perfeita, linda, maravilhosa, era o que Samanta era, eu estava cada vez mais louco por ela, e estava tudo mais fácil, talvez eu tivesse encontrado meu amo verdadeiro, ou eu somente estivesse numa paixãozinha boba e sem importância que enjoaria em um ou dois meses, mas enquanto durasse meu lance com Samanta eu aproveitaria, mesmo que eu tivesse uma decepção depois, não me importava pois eu sentia que de alguma forma aquela garota era diferente e a sua maneira me encantava cada vez mais que eu a conhecia. Seu beijo tinha gosto de vinho e seus lábios roxos já não atrapalhavam nossa futura volta para casa, mas agora que tínhamos subido esse morro todo, voltar era uma opção fora de cogitação. Sentamos sobre o banco onde havia uma mesa pequenina, a vista era realmente ótima, e com Sam, a vista era melhor ainda, estávamos sentados a grama e nem estávamos preocupados com o vinho, o fato era que estávamos abraçados no meio da grama com orvalho molhando nossa roupa, nenhum sinal de chuva e ainda não era hora de irmos embora.
―não é irônico? –perguntei
―o que é irônico? –Samanta questionou-me
― a um mês te conheci e agora estou aqui, sem saber nada de você ao seu lado bebendo vinho sobre um precipício
―a vida é uma ironia, você pode estar comigo hoje e com outra amanhã, tudo pode mudar. - respondeu ela
―eu sei, mas se for para aproveitar o agora quero ficar aqui e ao seu lado, esse é o meu agora, esse é meu desejo. –respondi passando a mão sobre seu pescoço
―Joe, você é tão fofo, mas não quero que ache que sou atirada, estamos fazendo tudo isso, e você deve estar imaginando que sou uma puta, uma galinha, sei lá –disse Samanta
―por quê? –perguntei uma vez mais
―nós mal nos conhecemos, e ficamos algumas vezes e já estou aqui em seus braços, e não é essa a imagem de garota que quero para mim. -disse ela com um tom de cansaço na voz.
―Sam, Eu nunca contaria para ninguém, e você sabe que é incrível, quem pensaria isso de você? –respondi ela tentando amenizar o momento
―você pensaria. –disse ela
―eu pensaria isso de você? Nunca, jamais, se a sua preocupação fosse somente comigo, pode ficar de bem com a sua consciência porque o que eu acho de você eu já falei, e nada me faria mudar de idéia minha ‘’menina incrível’’ –disse eu olhando em seus olhos
―assim espero. –disse ela passando a mão sobre meu rosto e me beijando uma vez mais, e depois disso, eu ainda sentia que meu coração estava prestes a sair pela boca, Samanta me deixava louco e a brisa que soprava em nossos rostos me fazia sentir frio, mas somente o fato de estar com Samanta em meus braços já bastava para sentir a temperatura de meu corpo subindo cada vez mais e mais, ela passava a mão em meu cabelo bagunçado e se pressionava contra meu corpo, fazia todos os músculos do meu corpo se contorcer, seria uma preliminar? Talvez, mas eu ainda não queria perder minha virgindade no meio do mato com Samanta, as horas passaram e o maldito tempo nos lembrou de casa, do inferno de nossas vidas, eram 21:00 e era hora de Samanta encontrar seu pai, descemos devagar as escadarias e ainda dei um belo pedaço de chocolate para Samanta, para ver se passava o efeito do álcool no estomago fraco dela, eu não tinha bebido muito e estava lúcido, nem tonto não havia ficado, Samanta também não, já que passamos a maioria do tempo se beijando e conversando, no fim, acabamos esquecendo o vinho lá encima.
―Joe, esquecemos o vinho lá em cima. –Disse Sam
―sem problema, eu consigo uma adega se você quiser. –respondi
―sim é claro –respondeu ela rindo
―é. -Respondi rindo também
Seguimos nosso caminho por aquela cidade barulhenta, conversando e falando merda como sempre, era o único papo que rolava em meio aquelas lojas cheias de gente, aqueles shoppings Center lotados de ‘’gente colorida’’ e um bando de caipira ouvindo sertanejo universitário, era assim os sábados em nossa cidade, atravessamos uma ponte, alta, com um rio não muito profundo e tiramos uma foto, talvez fosse a nossa primeira foto, e aquela hora já estávamos feios e sujos de barro do morro em que subimos, mas o que vale é a intenção e o momento, como eu sempre digo. Sam precisava voltar para casa, e eu sem carro, e no sábado sem ônibus, uma vez mais fomos caminhando, aquelas ruas por onde estávamos passando me lembravam nosso primeiro beijo, nosso primeiro cigarro juntos, que bruscamente foi apagado pela chuva e coisas a mais, meus pés estavam doloridos, mas havia sido o dia mais incrível de minha vida, Samanta estava cansada, mas pelos seus sorrisos, assuntos e animação davam para ver que tinha se divertido também e isso me deixava mais feliz ainda. Mas o simples fato de tudo estar acontecendo novamente, me deixava intrigado, fora igual com Renata, e eu queria esquecer e se Samanta fosse a resposta eu estaria feliz para o resto de minha vida inútil e embriagada.
''Eu nunca fui com o vento, apenas deixe fluir deixe-me levar onde quer ir, até você abrir a porta há muito mais, eu nunca vi isso antes, eu estava tentando voar, mas eu não consegui achar asas mas porém você veio e mudou tudo''
Cheguei a minha casa e logo fui entrando bruscamente e me deparei com meu irmão dormindo sobre o sofá, ele estava de uniforme, provavelmente tinha acabado de chegar do hospital, olhei nos bolsos de sua calça, mas não havia nenhuma misera moeda, eu precisava de dinheiro para o encontro com Samanta, só que ele estava dormindo como um ‘’anjinho no sofá’’ e parecia que não iria acordar logo, então resolvi acordá-lo, eu adorava infernizar a vida do meu irmão, já que eu só o tinha, eu não podia ‘’encher’’ mais ninguém digamos assim.
―Nic. Meu querido irmããããõ! ACORDA! –falei gritando. ―Niiicooooolas! Acorda porra. –disse eu gritando uma vez mais.
―Que foi menino? Morreu alguém? –perguntou ele pondo uma almofada sobre o rosto.
―não, eu quero pedir uma coisa.
―O que é? O que você aprontou dessa vez moleque?-perguntou ele uma vez mais
―Eu não fiz nada, é o que quero fazer, eu vou sair amanhã e eu preciso de dinheiro. –falei olhando para Nicolas com uma cara de cachorro abandonado
―hm, só por isso me acordou? E não poderia ter esperado amanhã?-perguntou ele indignado.
―não, amanhã você sai de casa as 7:00 da manhã, você acha que eu ia acordar 7 da manhã para pedir dinheiro?
―Afe! Toma o dinheiro e nem me fale aonde você vai, nem saber quero, só não fume, não beba e não engravide ninguém. -disse Nicolas virando-se para a televisão uma vez mais, olhei para o relógio e tomei um banho rapidamente. Olhei para o relógio de novo e me joguei em minha cama,eu não queria beber, fumar, ou fazer qualquer outra coisa, eu só queria me que o dia amanhecesse logo, deitei-me sobre a cama, e a luz da lua que invadia meu quarto uma vez mais escuro, adormeci. Aquela noite me revirei sobre minha cama, para direita, para esquerda, e quando vi estava a dormir como um bebê, acordei-me com o despertador do celular que tinha programado para tocar as 11:00 da manhã, eu era um dorminhoco, se pudesse, dormiria para o resto de minha vida chata e infeliz, mas eu tinha um dilema para resolver ainda: onde levar Samanta? Aonde ir? O que fazer? Enfim, eu tinha algo em mente que era bem a minha cara, uma coisa bem adolescente, eu não sabia o que estava sentindo, não sabia o que se passava na mente de Samanta, mas tudo estava muito confuso, ela tinha me beijado primeiro então isso significava algo, pensava eu em meus devaneios, por mais inexperiente que eu fosse, de uma coisa eu sabia, não se falava ‘’eu te amo’’ para alguém no primeiro encontro, e disso eu estava certo. Fiquei viajando e esperando o tempo passar, maldito tempo que não passava. Quando o relógio completou 15:32 eu fui me arrumar, tomei banho, vesti minha camiseta do red hot chilli pepers e minha skinny e fui-me embora de a pé, o park que iríamos nos encontrar era perto do meu apartamento, caminhei sobre a calçada e até que estava em achando bonito, sentei-me sobre um banco do parque e fiquei a esperá-la, olhei a hora em meu relógio e eram 16:52, onde estava Samanta? Me perguntava o tempo todo, naquela altura já contava com um fora dela, foi quando olhei no outro lado da rua, uma garota perfeita atravessando a faixa, vestindo um vestido justo vermelho e um coturno da channel preto, e para completar uma meia arrastão que a deixava ainda mais sexy, era Samanta que se transformou de menininha comportada para vadia do cu doce, andou sobre a calçada e logo me viu, foi quando ela veio em minha direção, meu coração batia forte de novo e minhas mãos suavam, Samanta nunca tinha sido tão sexy, chegou e parou a minha frente, baixei meu wayfarer sorrindo e falei:
―oi Sam.
―oi Joe meu amor! –disse ela sorrindo e sentando ao meu lado
Seu perfume entrava em meu cérebro me enlouquecendo insanamente.
―Sam, você está incrível. Você está simplesmente linda.
―obrigada Joe, não foi difícil escolher uma roupa para um encontro com você, quero dizer..-disse ela jogando os cabelos ao vento
―mas senta, agente já vai sair, quero esperar o sol baixar. –disse eu tirando um cigarro do bolso ― você quer? –perguntei
―sim. –respondeu ela.
―essa é uma retribuição do cigarro que você me deu quando me beijou pela primeira vez que me beijou, sabia? Você fuma do meu e eu fumo do seu.
―é serio? –perguntou ela irônica olhando em meus olhos, a todo momento erguia seu vestido tomara que caia vermelho e mexia na sua meia como se algo a incomodasse. Então eu pensava que devia ser difícil ser mulher e usar essas coisas todas, só para ser sexy mas enfim, beleza é sofrimento como eu sempre digo.
O tempo passou e já eram 18:20 e então fomos e compramos sorvete e refrigerante que são lendas dos encontros adolescentes, mas um porém, nos encontros com Joe sempre, sempre tem um porém, sempre tem algo para animar mais, para isso comprei vinho e copos plásticos e coloquei-os em uma sacola, ‘’que classe’’eu queria um momento sós com Samanta, um lugar onde ninguém me visse bebendo ou fumando com uma garota, e então estávamos a duas quadras de um morro incrível, era uma espécie de ponto de vista da cidade, eu já tinha ido lá algumas centenas de vezes com Renata que por sinal foi lá que me abandonou, bêbado ao relento, peguei Samanta pelo braço e falei:
―vamos a um lugar hoje.
―a é? Onde? –perguntou ela
―você já vai ver. –respondi pegando em suas mãos seguimos o caminho pela cidade barulhenta e cheia de gente e quando Samanta olhou para o morro e para as escadarias que ela iria ter que subir ela disse:
―espero que valha a pena subir isso tudo. Espero que consiga subir de salto.
― e eu espero um beijo assim que chegar lá e se não conseguir subir se salto te levo no colo. –falei soltando sua mão e subindo as escadas, subindo e subindo quando chegamos lá encima nos deparamos com uma vista incrível da cidade, as luzes já não atrapalhavam a vista das estrelas e o som dos carros já não atrapalhavam o ouvir da voz de Samanta. Abri o vinho e coloquei-o num copo e dei para ela que ainda estava a fatigar.
― eu disse que iria valer a pena.
― só o fato de estar ao seu lado Joe, já vale a pena.
Como fiquei uma semana sem postar devido ao rock in rio eu estou postando uma segunda musica essa semana que a proposito tem sido dificil para mim, essa musica é muito especial para mim e espero que vocês gostem, eu dedico ela para a pessoa que me deixou extremamente inspirado, louco, insano e apaixonado, a qual não direi o nome HAHA ''Dude, this song is for U''
Como sempre eu estou fazendo agradecimentos a todos os meus leitores que acompanharam até agora a ''forever, tequila, você e eu'' e espero que acompanhem a minha mais nova fanfic, ''censurado'' meu propósito foi o seguinte, cada conto é uma historia de uma prostituta. Totalmente criado da minha mente insana.
REGRAS:Se for repostar favor pedir autorização e enviar um e-mail para mim ou para os outros moderadores, bom senso sempre, aqui o assunto é sexo, não perversão. espero que gostem. XOXO by @DuudiPoison
Você já não tentou fazer de tudo para ser notada? Para ser notada por uma pessoa que ama? Pois é, eu fiz tudo o que fiz por uma pessoa que fingiu que me amava e me usou, me jogou na lata de lixo mais imunda do mundo.Minha família me abandonou, abandonei a escola, abandonei os meus amigos e fui embora.Deixei todos para trás, peguei minhas coisas, trabalhei um mês, com o salário ganhei quatrocentos e cinquenta reais e mais uma foda perfeita com meu patrão, comprei uma passagem e fui embora da minha casa de ônibus.
Hoje estou aqui, fazendo programa.Essa sou eu, meu nome é Vanuza, tenho dezenove anos e essa é uma das minhas histórias.História inesquecível, a história mais incrível de minha vida. Aqui está ela.
O Giramundo
Eram cinco da tarde, acordei já me arrumando para a próxima noite de trabalho.Geralmente, eu fazia em média oitoprogramas por noite, cobrava trinta e sete reais a hora e eu levava, às vezes, a camisinha, por motivo das várias DSTs que rodavam pelo meu mundo, também eu não queria virar um aidética ou algo do tipo.Tomei uma ducha, passei a mão em meu calção curto e minha meia arrastão, vesti ambos, coloquei uma regata babylook,sem muita frescura, ainda roubei as maquiagens das minhas colegas de trabalho, que estavam a dormir como galinhas na cama, peguei minha bolsa e saí para a rua.
Estava com muita dor nos meus pés, andar de salto por dez horas numa BR era difícil e não era uma puta qualquer que conseguia.Eu optava pelo programa em bares da BR pelos seguintes motivos: caminhoneiros com os hormônios no cérebro e o alto preço dos pontos onde travestis dominavam.Se você atrasasse o pagamento, eles te batiam, matavam e etc.E, outra, os programas em bares sempre eram mais animadinhos, eu conversava bastante e ganhava bem também, não dava para reclamar.Se eu fizesse oito programas por noite: 8x37=296 reais. Parece pouco, eu sei, mas para quem sabe usar é bastante e suficiente. Mas, enfim, homens sempre foram minha paixão, eu amava pênis e isso me ajudou a virar essa vadia que sou hoje.
Agora façam a pergunta mais óbvia do mundo:qual foi seu melhor programa? Eu já tinha feito muitos bons, mas como esse que vou contar, nunca, nunca farei, tenho certeza.
Eu havia chegado no “ponto 12”, um barzinho de beira de estrada.Já tinha feito vários programas ali e era perto de um motel precário e nojento, mas puta pobre não escolhe onde dá o couro, né?Então, sempre fui obrigada a dar em qualquer lugar.
E, naquela noite, eu estava meio sem sorte, cheguei ao bar e sentei no balcão, não pedi nenhuma bebida por medo de ficar bêbada, porém ascendi um cigarro e fiquei ali.Haviam poucas pessoas, foi quando ele entrou.Eram onze da noite, mas ele ainda estava com seus óculos escuros, misteriosos, era alto e tinha um corpo bem atraente, mas eu como eu ia me oferecer?
Ele atravessou o bar, indo em direção de alguns de seus amigos e, depois, começaram a jogar sinuca, já eu, vadia, como sempre, me sentei numa banqueta e cruzei minhas pernas.Ele estava do outro lado da mesa de sinuca me fitando, fiquei o encarando por alguns minutos e um cara começou a dar em cima de mim, “merda”, pensava eu, “eu quero aquele cara” ficava repetindo na minha mente.Foi quando olhei para o lado e lá estava ele ao meu lado, sentado de pernas abertas, e então ele disse:
― Garçom, uma boa doze de tequila para a senhorita... Como é seu nome?
― Vanuza –disse eu o olhando em seus olhos azuis.
― Hm, Vanuza? Que mistério é esse minha linda? Meu nome é Ed, Ed Calderone.
― Parece que estou em desvantagem, você está me fazendo ficar encabulada e sem assunto e, geralmente, eu que faço homens ficarem assim –falei soprando a fumaça nele.
― Quanto é a hora? – finalmente chegou no ponto em que eu queria chegar.
― Hm, a hora é 37 reais.
― Não acha que está um pouco caro?
― Não, é o que meu sexo vale.E, se não quer, circulando que tem homem que quer –falei rude.
― Eu não disse que eu não queria – ele passou a mão em minha cintura.
― Então, paga e depois faço o que você quiser – tirei sua mão.
Então, ele virou-se, tirou de sua carteira uma nota de cinquenta reais, passou a mão em seus cabelos e, no ato mais sexy que já vi em toda minha vida, colocou em meu decote e sussurrou em meus ouvidos:
― Isso eu creio que pague.
―Talvez pague, e aí? Onde vamos? Anda que estoucom pressa, não é só você que tá com o pinto querendo uma buceta hoje – apressei-o.
― Vamos aqui –me pegou pelo braço e me levou para o banheiro do bar, trancou a porta e lá aconteceria a orgia.
Eu estava muito excitada com ele, mas eu não demonstrava, era contra os princípios do erotismo das zonas de meretriz e eu não queria me apaixonar, não queria amor e, sim, dinheiro, então, continuei e fiquei encostada na pia e olhando fixamente para ele, aquele banheiro escuro com as luzes vermelhas deixava o ambiente ainda mais propício para sexo.Então,num piscar de olhos, ele se aproximou e eu já conseguia ver seu pênis por baixo de sua skinny jeans preta, me abraçou, colocou meus cabelos trás de minhas orelhas e me beijou, colocou-me em cima da pia e pressionando-me contra o espelho, meu short já estava todomolhado. Eu sempre ia sem calcinha porque facilitava. Olhei uma vez mais para o seu pênis e comecei a tirar minha roupa rapidamente, pois eu estava num estado que nunca tinha ficado, aquele homem era diferente, Calderone era perfeito, seu cheiro entrava em meu cérebro e em minhas entranhas como uma droga, me deixava cada vez mais louca, cada vez mais excitada, olhava dentro de seus olhos e chegava a conclusão que um único beijo me deixou loucamente apaixonada por um estranho.
Aquilo não parecia um simples programa, parecia uma ligação que nunca tive com homem nenhum.
Continuava passando as mãos em minhas coxas, arranhava-me com suas unhas sujas de terra.Eu estava a ponto de dizer que não precisava nem pagar o programa. Cada vez que apertava meus peitos, eu suspirava, meus olhos fechavam e era como se eu me desligasse do mundo.
Tirei meu short e eu já estava pelada encima da pia, Calderone tirou sua camiseta e ali pude ver seus músculos.Ele era muito atraente e sexy, sua pele era branca e seus olhos eram claros, seus cabelos pretos como o ébano, realçavam ainda mais a sua pele, me deixando ainda mais louca e insana.
Ele tirou suas calças e ficou só de cueca, estava com uma linda cueca da Calvin Klein, vermelha, na hora eu pensei “que rico”. Não entendia de marcas famosas, porém Calvin Klein não era coisa de pobre.
Desci da pia e olhei em seus olhos mais uma vez. Abaixei-me, começando beijar seu peito, continuando e descendo cada vez mais pela sua barriga torneada, fiquei de joelhos, peguei em sua bunda, que eu podia sentir piscando, tirei devagar sua cueca com a boca até os seus pés, ele tirou a cueca pelos pés, que estavam calçados em um coturno preto, parecia um stripper.Levantei minha cabeça e lá estava “sua arma”, com aproximadamente dezenove centímetros.Eu era o tipo de puta que reparava até nisso.
Passei a mão em suas bolas e comecei um oral, logo de entrada.Ele logo pegou em meus cabelos me deixando ainda mais louca.Comecei lambendo a cabeça do pau devagar, passava minhas mãos sobre as suas bolas e ele piscava como uma estrelinha, geralmente, eu tinha nojo de oral, mas eu estava muito excitada, naquela hora nem pensei em DST ou em outra coisa, só enfiei a boca e chupei como uma criança chupa um pirulito, eu adorava “pirulitos” como o de Calderone, branco no começo e vermelho no final. Enfim, ele pegou em meus cabelos mais uma vez e puxava minha cabeça, comecei a chupar mais rápido, o pinto entrava e saia e eu nem me mexia, ele era um deus do sexo.