segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Forever, tequila, você e eu #5 Someone like you

Olhamos para os lados, não havia ninguém a não ser uma senhora sentada sobre o banco do ponto então fomos até lá e eu me dirigi a ela dizendo:
- senhora, tudo bem? A senhora sabe se o ônibus que vai pra avenida XV das 17:30 horas já passou?
- sim já passou, agora ônibus pra avenida XV só as 23:00 horas respondeu a velhinha olhando para os lados.
- obrigado senhora. respondi e completei dizendo Samanta, vamos ter que ir caminhando
- Joe, nem é tão longe disse ela num tom de ironia uma vez mais
- não Sam, não é tão longe, são só 7 KM respondi sua ironia com um tom sarcástico
-ahh deixa disso, caminhar é bom e, além disso, você vai estar comigo disse Samanta
- é, estou com você e isso já melhora tudo, até essa chuva que esta caindo sobre nossas cabeças, que tal abrir o guarda chuva? perguntei
- boa idéia Joe eu abri o guarda chuva e Samanta enganchou em meu braço e seguimos caminho em meio aquela chuva fina e ela perguntou:
- mas e você Joe? Namora? Fica? O que faz da vida?
- eu não estou com ninguém atualmente, sei lá, eu tenho medo. respondi olhando para o chão
- medo do que? perguntou ela indignada
- medo de me apaixonar e foder com tudo, medo de não ter amor correspondido e etc. Eu nunca gostei de ninguém, no assunto amor eu sou bem noob (novato) – disse eu com vergonha
- e não pensa em tentar? Não está afim de ninguém? perguntou Sam
- não, não quero relacionamentos, eu quero apenas amizades. – menti na cara dura
- hmmm disse ela olhando para frente com um olhar de decepção
A chuva havia parado e tínhamos fechado o guarda-chuva, nós havíamos caminhado um bom pedaço, e estávamos quase chegando na casa de Samanta, no caminho todo ficamos falando merda como sempre, rindo, gritando como loucos e insanos, então foi quando Samanta desenganchou do meu braço sentou sobre uma escadaria, abriu sua mochila e tirou uma carteira de cigarro, L.A de cereja, era o que eu fumava, então fiquei parado olhando tamanha perfeição da garota:
-você fuma L.A? perguntei rindo
- não, isso aqui não é uma carteira de cigarro amor. ­ – respondeu ela com um tom de ironia de novo ­ você quer? perguntou ela
- que duvida! me sentei ao lado dela e peguei um dos seus cigarros cor-de-rosa e coloquei em minha boca e ela pegou seu isqueiro e o ascendeu, fumaça tomou conta dôo nosso meio, então ela disse:
- sabe o que significa quando alguém ascende seu cigarro? perguntou ela
- o que? perguntei inocente
- significa que ela é afim de você respondeu ela se aproximando de mim
- sério? respondi assustado e com o coração batendo forte
- sério. respondeu ela e logo em seguida pondo a mão atrás do meu pescoço, eu estava perto demais  para resistir e perto demais para admitir que estava loucamente apaixonado por ela, nossos lábios se tocaram devagar e meu coração pulava dentro do meu peito, nos beijamos ali por alguns segundos e a chuva interrompeu o começo da nossa orgia, havia pagado nossos cigarros e eu sem ter o que dizer falei:
- que desperdício de fumaça
- é verdade respondeu Samanta olhando dentro dos meus olhos, correspondi o olhar passando a mão sobre seu rosto molhado.
- não olhe para minha cara Joe, eu to feia e sem maquiagem, a chuva estragou tudo disse ela pondo as mãos sobre o rosto
- que nada, você é linda até sem maquiagem e você sabe disso disse eu tirando suas mãos do seu rosto. Abri o guarda-chuva e seguimos caminho, mais duas quadras e chagávamos a casa de Samanta, seguimos caminhando e quando dobramos a esquina lá estava a mãe de Samanta na janela esperando por ela, já eram 19:15 e Samanta não tinha chegado em casa, e nem eu não é?  (risos). Logo que chegamos Samanta disse:
-Joe, vamos até ali comigo, por favor? Explica pra minha mãe que perdemos o ônibus porque ela não vai acreditar em mim  Samanta implorou
- sim Sam, eu vou disse eu. A casa de Samanta era simples, tinha uma fachada e uma área e tinha muitas árvores e flores na frente da casa, era de dois andares e a mãe dela estava na janela com uma cara feia para ela, Samanta abriu o portão e entramos, a mãe dela logo abriu a porta dizendo:
-  SAMANTA ONDE VOCÊ ESTAVA? JÁ VIU QUE HORAS SÂO?
  - desculpa mãe, perdi o ônibus, esse é o Joe ele pega o mesmo ônibus que eu, veio comigo, nós dois viemos caminhando. disse Samanta de cabeça baixa, a mãe de Samanta se chamava Elizabete, ela era baixinha e tinha cabelos pretos, diferentes dos da filha, em sua face havia uma expressão dura e rígida que dava medo então Elizabete se dirigiu á mim:
- você é Joe? Prazer sou a mãe da Samanta, e a propósito, obrigado de ter trazido ela.  disse ela dura e direta, sem intervalos.
- não, sem problemas, ela me fez companhia e eu fiz companhia para ela, eu pego o mesmo ônibus que ela, não fiz mais do que minha obrigação, meninas não devem andar sozinhas nessa favela.   respondi com um ar de responsabilidade
- com certeza que não devem, e Samanta deveria saber disso. ­ respondeu ela
- mas eu já vou indo, meu irmão deve estar me esperando. disse eu querendo ir embora
- sim, eu entendo Joe, pode ir, e vá direito para sua casa. disse Elizabete, eu não sabia como era ter pais em meus pés, mas naquele momento tive a experiência.
- sim, Tchau Sam, até amanhã. e dei um beijo em seu rosto molhado.
- tchau Joe, até amanhã e leva argila para fazer aquele trabalho.   disse Samanta
- tchau dona Elizabete, foi um prazer. me despedi depressa
- igualmente Joe. Até mais.
E então parti, olhei para trás e vi Samanta entrando em casa e fechando a porta com rigidez, segui meu caminho e cheguei a minha casa, e lá estava Nicolas á falar descontroladamente com seus amigos médicos no MSN, ele não dava a mínima para mim, eu era um lixo naquela casa, entrei pela porta e logo ele foi me dizendo:
- Porra moleque, tava onde?
- eu perdi o ônibus respondi entrando na cozinha pegando um copo e pondo leite.
- dá próxima avisa você tem esse lixo desse celular para que? disse ele me xingando
- ta ok seu animal, sai do meu pé. respondi jogando a mochila sobre o sofá e indo para banheiro. Entrei no banheiro, tirei aquela roupa molhada, tomei um banho longo e demorado, me masturbei e depois que gozei sai de baixo do chuveiro, me vesti e fui pro meu quarto, puxei minha vodka de baixo da cama e fiquei ali, deitado sobre minha cama e bebendo, imaginando Samanta ao meu lado, imaginando eu e ela para sempre, e me perguntava o que eu estava sentindo, era amor? Atração? O que poderia ser? Quem sabia? Eu ia deixar fluir. A doce voz de Adele tomou conta do meu quarto, eu amava ouvir Adele, ela me acalmava e suas letras tinham tudo haver com o que eu sentia por Samanta, tudo que sentia sobre tudo e sobre todos, a Adele escrevia em suas musicas, por isso eu a adorava, ela me entendia digamos que assim.


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