Antes de mais nada, á pedido do meu leitor @GuutoEhlert postarei em todos os proximos capitulos da FTVEE um player com a ''trilha sonora perfeita'' de cada capítulo, vlw guto seu chato
#6 bring me the horizon
Fiquei ali, lembrando de todas as decepções que tive, todas elas, nunca tive sorte no amor, lembrei de Renata, uma garota que eu era insanamente apaixonado, e que tinha me abandonado, só de lembrar uma angustia gigantesca vinha dentro do meu peito e me fazia ficar com muita raiva, é assim que eu ajo depois de um amor não correspondido e depois de ter sido abandonado bêbado na chuva também, a biscate me sacaneou e depois me abandonou no meio da rua dormindo no meio fio, bêbado, aquele dia a policia me achou e me levou para casa, foi difícil, sem meus pais meu irmão teve que responder por mim, mas pelo fato dele ser médico acho que a policia e o conselho tutelar deu uma ‘’advertência’’ para mim, nunca tive a chance de falar de novo com a Renata e já fazem oito meses, nem queria ver ela na minha frente mais, agora que estou tendo algo com Samanta para que eu iria querer uma vadia dessas de novo em minha vida? Para ela me abandonar no meio fio uma vez mais? Não, não queria ver Renata de jeito algum, continuei ai deitado, com um delicioso copo de ‘’assassino de fígados adolescentes irresponsáveis’’ e o telefone tocou:
- alô? –Era Carla
- oi Joe meu amor –disse ela
- oi Carla sua vagaba, esqueceu da escola? –perguntei
- não né, é que andei ocupada.
- sua ocupação inclui comer a Aline? –disse com sarcasmo na voz e deitando sobre a cama uma vez mais
- eita Inclui sim por quê? Ta com inveja seu recalcado? ( risos )
- não estou com inveja. –respondi
- ta e novidades? Alguma além do seu mau humor? –perguntou Carla
- sim, eu peguei uma garota hoje
- hm, e quem era?
- é a Garota nova da escola, vamos de ônibus juntos e no fim, nos atrasamos na escola e acabamos perdendo aquele latão velho que chamo de ônibus. –disse eu parecendo não muito entusiasmado
-sóh, eu não conheço a biscate, mas como vocês voltaram para casa? Andando?
- claro não é? se quisesse voltar de ônibus tinha que esperar o das 22:00 horas e eu não iria esperar. –respondi
- ta mais ela ficou assim do nada com você? Ta me parecendo uma vadia. – disse carla
- não é, esses dias que você ficou sem vim para escola não falei com mais ninguém, só com ela, falamos de muitas coisas e ela é uma fofa. – respondi com firmeza
- ta que se foda, vai ser só mais uma para quebrar seu coraçãozinho pequenininho e fofinho Joezinho, MIMIMMIMIMIMIMI ( risos ) – disse Carla rindo e tirando uma com a minha cara.
- ta vai ficar ai me enchendo o saco ou vai dizer logo o que você quer? – perguntei com frieza
- nada, só queria dizer que vou para a escola amanhã.
- que ótimo só isso? –perguntei
- é.
- então ta, adeus Carla. – desliguei o telefone
Carla ás vezes era chata, estava na terceira série do segundo grau, mas a sua mente era de uma criança de dois anos. Eu tinha poucos amigos, pouquíssimos, e Carla era a única que eu podia confiar, meus outros amigos moravam longe de mim, me mudei da cidade onde meus pais morreram, e estou aqui hoje, não mantinha contato com ninguém daquela cidade pequena e podre onde eu morava, eu nem queria, se era para voltar ao passado eu ficava com lembranças mesmo, não precisava de ninguém, só queria meus pais de volta, minha querida mãe, meu pai, e minha família completa uma vez mais, era apenas o que eu queria, Nicolas mau se importava comigo e eu me mandava já, tanto que tinha 3 garrafas de vodka em baixo da minha cama, Dilma, minha querida empregada limpava a casa, ela ia 3 vezes por semana, Na segunda, Quarta e Sexta, mas por algum Dilma não tinha vindo, eu a adorava, ela nunca em hipótese alguma contou ao meu irmão que eu bebia ou fumava, por isso eu a adorava, Dilma era conservadora e inteligente, ela entendia das coisas mundanas e me aconselhava sempre que eu precisava. Já Nicolas, meu próprio irmão levava vagabundas para casa e ficava comendo - as em seu quarto, depois não quer que eu seja do jeito que sou. Mas continuei deitado e adormeci ali, sonhei com Samanta a noite toda e quando acordei, fiquei surpreso, porque em sonhos, parece que tudo é real, e por mais que você acorde, parece que o sonho é real, mas era apenas um sonho, uma invenção do meu cérebro, mas eu acredito que ‘’sonhar nunca é pouco’’ vesti minhas roupas, arrumei meu cabelo, me auto achei lindo em frente o espelho, peguei meu Ipod e minha mochila e sai porta a fora sem dar tchau á Nicolas que estava em frente a TV, dormindo sobre o sofá e assistindo a mansão da playboy, ‘’outro punheteiro para o mundo ‘’ pensava eu enquanto escutava musica com o fone. Eu tinha saído dez minutos antes do horário para comprar a argila, eu tinha que fazer um trabalho com Samanta, e eu não iria estragar tudo não levando a argila mais romântica da loja de ‘’artefatos assassinos escolares’’ eu odiava a escola, mas Samanta despertava o melhor dentro de minha mente, e eu estava chegando ao ponto de abandonar tudo por ela, talvez isso fosse apenas atração, um simples amor adolescente, mas eu vivo em momentos, e se o momento era abandonar tudo por Samanta eu faria sem pensar num amanhã, eu vivia assim, desse jeito e eu era assim, todos se machucam um dia, e para me libertar do amor-raiva que sentia de Renata deveria tentar de novo, uma vez mais para o amor, eu estava na ‘’estrada do unicórnio’’ e ali que eu queria ficar, é ali que queria ficar para sempre com Samanta, eu iria seguir em frente, mas como tudo que se liberta, um rastro negro fica para traz, um buraco negro em meu passado, e esse buraco negro se chamava Renata.
Comprei a argila e segui meu caminho ao ponto de ônibus, sorrindo e feliz por ver Samanta de novo, o ônibus chegou, e eu entrava antes que Samanta, e então entrei e me sentei num banco e coloquei minha mochila do outro lado, para ninguém sentar no lugar dela, meu coração pulava a rua que se aproximava da rua dela, e quando finalmente chegamos, lá estava ela, esperando o ônibus, e com um saco de argila também, linda como sempre, ela entrou e logo me viu:
- parece que temos argila de sobra – disse ela rindo
- pois é. ( risos ) senta aqui –disse eu
ela se sentou e me dando um beijo no rosto.
-como vai Joe?
- bem e você? –respondi
-levando, chegou a sua casa que horas ontem? –perguntou ela
- 8 horas. –respondi – e sua mãe? Ela parecia brava com você, ela brigou com você?
- não, ela só estava preocupada comigo, ela é assim, mas ela disse que você parece ser um menino legal. –disse Samanta
- pois é, isso quem julga é você, eu sou legal? –perguntei
- qualquer um que me leve de a pé para casa, fume e divida um beijo comigo é uma pessoa legal. – afirmou Samanta olhando dentro dos meus olhos
Na hora sorri e disse com vergonha:
- Pois é, você também é super legal Samanta
Ficamos em silencio naquele momento....



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