''Então não vá embora, diga o que disser, mas diga que você ficará para sempre e mais um dia... durante o tempo de minha vida''
#11 Reviravoltas
O tempo Passou continuamos a volta para casa em meio aquelas ruas cheias de vida, um tempo depois finalmente chegamos, e eu não estava nem um pouco afim de dizer adeus, o dia tinha sido ótimo e Samanta me deixava feliz, mas como tudo acaba, inclusive encontros, o meu havia acabado. Chegamos a frente de sua casa, eram 21:05 da noite, e aposto que seus pais estavam preocupados, a grande vantagem de não ter pais, é que você faz o que quiser, chega a hora que quiser, na verdade eu tinha uma vida de adulto, ninguém ia na escola ver as minhas notas, ou conversar com minhas professoras biscates e a única pessoa que eu tinha que dar satisfações era o meu irmão Nicolas e ele nem se preocupava comigo. Minha vida era ótima, porém eu daria tudo para ter meus pais uma vez mais, olhar nos olhos de minha amada mãe que jaz no cemitério ou lado de meu pai que bruscamente foi tirado de mim, eu daria tudo para ouvir a voz deles uma vez mais. Mas, porém, ao contrario de minha família, os pais de Samanta pareciam ser muitos preocupados com o bem estar da filha.
Samanta estava á abrir o portão, com seu coturno em mãos, foi quando ela olhou para trás e me falou:
-Obrigada Joe, Foi um dia incrível.
-De nada. –falei sorrindo
-tchau –sussurrou ela
-Tchau –respondi dando um beijo em seu rosto
Continuei meu caminho olhando para trás, vendo Samanta entrar em sua casa ao acenar com a mão para mim. Mais quatro quadras e eu estaria em minha casa, eu estava exausto, e minhas pernas doíam, e eu estava me sentindo tonto. Cheguei ao meu prédio e O porteiro já havia saído, e eu estava sem chave, eu iria ter que apelar para meu irmão, toquei o interfone e ele abriu a porta, subi devagar e o encontrei como sempre sentado ao sofá, me ignorando o ignorei de volta, fui ao banheiro e tomei um longo banho e depois cai pelado em minha cama e lá dormi com a bunda descoberta, em meio a noite, acordei com o celular vibrando sobre a mesa. Era um SMS de Samanta que dizia: ‘’ Jo, amor, não vou na escola Segunda e nem terça, vou viajar, só pra avisar, beijo’’ Não respondi por motivo de não ter créditos, mas enfim, o Domingo chegou rapidamente, e com ele logo a segunda feira, o dia que mais odeio, acordei sem vontade nenhuma de ir para escola, aquele dia iria ser ruim, tinha certeza.
Arrumei meu cabelo, coloquei minhas roupas e sai correndo como sempre para não perder o ônibus, o sol ainda não brilhava, a chuva estava á cair e o meu guarda chuva não cobria minha mochila, meu dia mal começara e já estava a me aborrecer, e nisso tudo que estava á acontecer, eu mal sabia que algo pior estava por vir, entrei me sentei no ônibus, coloquei meus fones e depois de umas paradas, entrou uma garota e sentou ao meu lado, na hora não olhei, mas depois de alguns minutos ela me disse:
-não cumprimenta mais os velhos amigos Joe?
Olhei para o lado depressa, e já vinha a imagem em minha cabeça, não poderia ser, não queria que fosse mas era, Renata estava ao meu lado, sorrindo.
-Tem coragem de sentar ao meu lado e ainda me cumprimentar não é Renata? –respondi com ironia
-Ah qual é Joe, você ainda esta depressivo por causa daquele assunto? –perguntou ela
- não, estou exalando felicidade, estou tão feliz por ver você que até acho que vou me levantar e se sentar ao lado da velhinha ali. –respondi juntando minhas coisas
-não Joe. Quero falar com você, me escuta por favor –respondeu ela
Sentei-me uma vez mais e fiquei a ouvidos daquela biscate.
-Joe, sei que já se passaram um ano, não tive coragem de falar com você.
-sério? E o que te motivou a falar comigo logo agora? –perguntei
-Eu não sei, mas eu te amo, acredite quando eu digo, me desculpe. –respondeu ela pondo a mão sobre as minhas
-Desculpa? Desculpa pelo que? Por me deixar no meio da rua, em coma alcoólico? Por me roubar? Por fingir que gostava de mim esse tempo todo e depois me abandonar?
-mais ou menos isso, mas eu me arrependi Joe, olhe pra mim. –disse ela virando meu rosto
-não, me solta, me deixa em paz garota, tira a mão de mim. –gritei tirando a mão dela do meu rosto – muita coragem da sua parte vir falar comigo logo agora Renata. Quando eu estava no hospital nem para me ligar e perguntar como eu estava, o que você tem a dizer? Ficou com medo também?
-eu fiquei com vergonha. –respondeu ela olhando para o chão
-deveria estar com vergonha agora, ou se você tivesse vergonha nessa cara, nunca mais falaria comigo, não estaria aqui igual a uma cadela no cio me pedindo desculpas. –respondi com rigidez.
-Joe, Por favor, não faz isso, me desculpa, eu te amo. –disse ela á chorar
Meu ponto chegou e desci do ônibus, ela veio atrás, continuou a caminhar ao meu lado sobre a chuva. Os pingos que caiam e molhavam seu rosto realmente a deixavam mais linda, e o que me intrigava, era que Renata de alguma maneira ainda me influenciava, eu não sabia quem eu amava, estava louco por Samanta, mas toda vez que Renata olhava em meus olhos meu coração batia forte.
Parei virei de frente dela com meu guarda chuva.
- e o que você quer? O que realmente quer? -perguntei
-Quero você uma vez mais. –disse ela pondo a mão sobre meu rosto
-nunca.


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