segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Forever, tequila, você e eu #8 I love the way you lie

                                             
''e até os anjos tem seus sonhos mais perversos''
O meu mundo girava devagar, meus olhos se fecharam e sua pele quente tocava a minha como nunca, minhas mãos suavam e eu podia sentir seu perfume penetrando em minhas narinas, meu coração batia forte e meu estomago rangia como um assoalho de uma casa velha, ela colocou suas mãos sobre meus ombros, abraçando minha cabeça e agarrando meu cabelo, era bom demais para ser verdade, Samanta ali, em meus braços, quase sentando em meu colo, mas é como dizem, tudo o que é bom, dura pouco, e como tudo que considero bom, acabou rápido, aquele maldito sinal havia tocado e interrompido tudo, mas tem um porém, era sexta - feira, eu tinha que chamar Samanta para sair, por mais que eu estivesse com vergonha de falar qualquer coisa, tive que puxar algum assunto, ela ficou ali, sentada na mesa com um sorriso no rosto, acabando aquele trabalho insano e sem sentido, continuei a olhar para ela a sorrir, a cada minuto, a cada segundo eu pensava, que de alguma maneira ela tinha que ser minha, o tempo estava passando e nós estávamos a cada segundo mais próximos da morte, e seria menos tempo juntos, menos tempo com Samanta ao meu lado, sei que é loucura o que eu estava pensando, mas quando você ama, geralmente, a insanidade se torna sua melhor amiga, em todos os sentidos existentes, eu precisava de Samanta, foi quando ela percebeu que eu estava olhando para ela, sorrio uma vez mais e falou:
-que foi?
-nada Sam, estou só te olhando. respondi
-olha olha hein, só eu estou fazendo o trabalho, não vou por seu nome, sou justa.respondeu Samanta
-entre ganhar um 10 e te olhar eu acho que prefiro te olhar, sabia? disse eu olhando em seus olhos
-duvido. respondeu ela, evitando o meu flerte
-não duvide, você é linda Sam. respondi uma vez mais
-obrigado Joe, você é muito gentil disse ela encabulada, pegando um punhado de argila e pondo dentro de uma sacola plástica, era a hora de voltar para os lugares pois a aula já iria começar, os alunos já estavam chegando e tínhamos que acabar esse trabalho um outro dia, a professora já estava entrando na sala, e eu odiava ela, mas mesmo assim, eu era obrigado a estudar, por algum motivo, aparentemente não sei qual, eu queria ser alguém na vida, ter dinheiro, e uma família, antes de Samanta não pensava em família, as enfim, o que vale é a mente, e a minha mente havia amadurecido depois de todas as decepções, fracassos e perdas que tive, eu sentia muita falta da minha família, do meu pai, da minha mãe que jaz no céu, da minha avó Sonia, que  morava de frente para o mar, a 500 km de mim, desde de que meus pais morreram digamos que ela é meu porto seguro, e eu a via 2 vezes por ano, somente duas vezes por ano, meu irmão trabalhava muito e nas férias eu ia visitá-la, eu ficava todo ano, 1 mês na casa dela, ela era um doce de senhora para mim, me dava presentes e cuidava de mim como uma mãe, ela sempre dizia que de alguma maneira eu lembrava sua filha falecida, que eu tinha os olhos de minha mãe, (quando sem lente de contato) mas é claro que eu ia lembrar minha mãe, eu sai da buceta dela, pensava eu rude. Continuei ali, como sempre, vegetando  na aula enquanto Samanta estudava e prestava atenção, eu não falava com mais ninguém naquele colégio, e Carla tava sumida, desde que ela começou a namorar Aline ela tem ficado irresponsável e faltava mais na aula do que vinha, eu estava preocupado, mas eu não ia procurá-la, se ela precisasse da minha ajuda ou qualquer outra coisa ela que viesse me procurar, não fui feito pra correr atrás de ninguém que ache que não vale a pena, e simples assim, Carla valia a pena? Eu me perguntava sempre, talvez sim, Carla era minha única amiga. Depois eu iria ligar para ela, e iria ver o que estava acontecendo, mas naquele momento eu só queria que a aula acabasse para eu ir para o ponto de ônibus com Samanta e convidá-la para sair, maldito tempo que não passava, maldito tempo, toda hora vinham milhares de pensamentos em minha cabeça, e quanto mais eu pensava, mais devagar a aula passava, eu olhava para o relógio e sentia uma angústia dentro de minha alma, ‘’será que Samanta vai sair comigo amanhã? ‘’ passavam em minha mente toda hora, as horas ficavam iguais no relógio e eu fazia sempre o mesmo pedido 13:13, 14:14,15:15, 16:16 e quando deu  17:17 me animei, já era hora de sair da escola e eu estava animado, passei as mãos em meu fone, coloquei em meus ouvidos, guardei meu material e deitei-me sobre minha carteira, quando o sinal bateu me levantei depressa e olhei diretamente para Samanta que estava a guardar seus  materiais, fiquei esperando ela, quando ela acabou eu falei:
-vamos Sam?
-vamos, mas hoje não vou de ônibus, Joe, meu pai vem me buscar.  -respondeu ela com uma cara de bebê.
-sem problema Sam, vamos então. continuamos a caminhar por aqueles corredores cheios de gente com pressa, eu precisava chamá-la para sair, e papo vai, papo vem chegamos até o portão da escola, pai de Samanta ainda não havia chegado, e eu fiquei ai com ela, foi quando perguntei:
-ta livre amanhã?
-sim, eu estou, é entediante ficar em casa num sábado a tarde, sabe? respondeu ela olhando para o chão.
- é sei como é, por isso achei que você não queria.. sei lá.. da uma saída amanhã comigo,  o que acha? perguntei
-hm, acho pode ser então, que horas? perguntou Samanta
-sei lá Sam, umas 17:00? Antes o sol ainda é muito quente. respondi como se eu me importasse com a hora. Naquele momento, um carro vermelho com vidros escuros virou a esquina e veio vindo na nossa direção, era o pai de Samanta, ele parou em nossa frente e Sam abrindo a porta do carro falou pondo a perna dentro do carro:
-combinado então Joe, amanhã as 17:00 na praça, te espero lá.
-beleza, combinado então, até amanhã. respondi olhando para a cara do pai dela que estava a me fitar.
-tá, não fure hein. disse Samanta.
-Não!- respondi olhando o carro seguir caminho e acenando com a mão. Eu não estava acreditando que meu primeiro encontro com Samanta realmente aconteceria, andei pela rua sorrindo como um retardado, e olha que eu ainda nem estava bêbado, eu só queria chegar em casa e entrar em meu quarto e tomar um dos deliciosos vinhos do meu irmão pra comemorar, deitar sobre a cama e dormir para o tempo passar mais rápido, era o que eu queria fazer, era o que eu precisava fazer.






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