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obrigado Mayara ♥ Eu te amo amiga
Regras: Por favor, ninguém está aqui para ser feito de palhaço, então não saiam por ai repostando sem minha autorização, se é para criticar, guardem as criticas para si mesmos porque não sou obrigado,erros de português? se tiver não é culpa minha e sim da minha beta, mas errar é humano e estamos aqui para isso, qualquer coisa me manda um e-mail: duudiiz@hotmail.com e enfim, bom divertimento, espero que gostem.
Personagens:
Casal principal: - Samanta e Joe
- Carla e Aline, lésbicas da história
(e o resto vem com o desenrrolar da historia)
Aqui estou eu, andando sobre essas ruas esnobes, olhando para essas pessoas esnobes dentro de seus carros esnobes, indo e vindo de suas vidas esnobes, e o que quero para mim? Eu perdi tudo o que eu tinha, eu perdi a pessoa que mais amei no mundo, porém não vou enrolar muito, mesmo porque seu tempo é precioso e não quero que você gaste me ouvindo reclamar. E aí vai...
Tudo começou em um ônibus, eu estava feliz indo para escola, com meu iPod no último volume, saboreando meu doritos, olhando pela janela, pensando e filosofando sobre minha vida de merda. Nunca fui muito de falar meus sentimentos para qualquer um, poucas pessoas sabiam o que se passava em minha mente de garoto de 15 anos. Eu era jovem e indeciso sobre o que queria pra mim mesmo, tinha muitos problemas com álcool e, por isso, muitas pessoas haviam se afastado de mim, todavia se elas não podem me aceitar como eu sou, não quero elas perto de mim; o que menos queria era alguém no meu pé me dizendo o que fazer,o que vestir ou como me comportar. Digamos que, eu não era bonito, mas também não era de se jogar fora, tinha cabelos castanhos num estilo from UK, um metro e setenta e oito centímetros,distribuídos em oitenta quilogramas, olhos castanhos, porém usava lente de contato azul, devido a um problema de visão ‒ a única coisa bonita em mim era falsa‒, usava roupas normais, quer dizer, normais para mim, nenhum adolescente comum usaria minhas calças extremamente apertadas e minhas camisetas largas e coloridas e meus coturnos cano alto. Eu gostava de vestir-me assim, diferenciava-meda massa popular social, que tanto me irritava. Enfim, era deliciosa a sensação de sair na rua e todos ficarem me olhando com cara de ‘De onde saiu esse menino?’’. Eu sofria preconceito? Sim, mas eu nunca iria mudar por nem para agradar ninguém. Eu sou eu e que me aceitem, eu nasci assim, e não preciso de aprovação de ninguém. O meu nome? Joe, prazer.
Chegando perto do ponto de ônibus da avenida XV, virando a esquina, eu ainda estava sentado olhando para fora, foi quando a vi. Lembro-me perfeitamente de cada segundo daquele momento como se fosse hoje; com os cabelos ao vento, ela adentrou no ônibus, com sua mochila. Talvez fosse para a mesma escola que eu. Olhei intensamente em seus olhos e ela correspondeu o olhar, nesse momento meu coração disparou como um foguete. Fomos chegando perto da rua da minha escola, levantei-me e fiquei torcendo para que ela se levantasse. O ônibus parou, abriu as portas e desci. Virei e ela estava em meio aos outros estudantes descendo do ônibus. Mais uma vez, o galopar do meu coração aumentou disparadamente. O que será que estava acontecendo comigo? Nunca havia ficado assim por garota alguma. O que eu poderia ser isso? Fiquei me perguntando isso por muito tempo.
O sinal tocou. Entrei vagarosamente na escola e comecei a fazer minha lição de matemática, pois nunca cumpria com as obrigações escolares. Foi quando senti um perfume que penetrou em meu cérebro como um entorpecente, olhei para o lado e lá estava ela, sentada na carteira ao lado. Fiquei hipnotizado. Ela me olhou e virou-se depressa, como seria sou nome? De onde será que veio? Minha cabeça estava a mil com pensamentos do tipo, a professora entrou na sala já dando ordens:
‒ Bom dia, galerinha, todos sentados conforme o espelho de classe.
A professora sentou-se em sua mesa e começou a fazer a chamada, confirmando a presença dos alunos. Fiquei observando-a para ver a qual nome ela corresponderia. Seu nome era Samanta e, pelo seu comportamento durante todas as aulas, ela era a CDF. Mas, além disso, também pude perceber que ela era aquelas garotas não tão tímidas nem tão soltas, não ‘’liberava geral’’, porém não te ‘’dava’’ de primeira, ela tinha um jeito encantadoramente estranho. O sino do recreio tocou e ela saiu da sala, não vi para onde foi.
Durante dias, me mantive transparente. Foi quando cansei de ficar só com os olhares idiotas, suspiros e fantasias. Queria falar com ela, puxar assunto. Carla, minha melhor amiga, já tinha me dito pra fazer isso, mas eu fiquei meio que travado. Mas um dia, acordei tomado por uma coragem que só tinha quando estava sob os efeitos do álcool. Olhei em sua direção e arrisquei:
‒ Ah... Samanta? – cutuquei-a. – Me empresta a borracha?
Ela fitou-me um pouco séria e respondeu depois:
‒ Pega, mas tem que ser rápido, eu vou usar também – ela sorriu.
‒ Trinta segundos depois, pode ser? – falei morrendo de vergonha.
Peguei a borracha de sua mão. Fingi apagar algumas coisas no meu caderno e cutuquei-a novamente. Ela virou-se para mim e tomou a borracha de minha mão.
‒ Se queria tanto puxar conversa comigo pedindo a borracha emprestada, devia, no mínimo, ter escondido sua borracha primeiro – ela riu e apontou para a minha em cima da carteira.
Fiquei rubro de vergonha, mas bolei uma resposta rapidamente.
‒ Desculpa, só queria fazer amizade com a garota ao meu lado.
‒ Não se preocupe, se continuar assim, você pode até conseguir, Joe‒ ela disse com um sorriso simpático que realçava suas covinhas lindas.
Naquele momento eu quase tive um orgasmo sem ninguém me encostar, só a voz dela me fazia gozar litros.
O sino do recreio tocou e todos saíram da sala. Eu fiquei um pouco mais na carteira absorvendo o choque, até quando Carla decidiu invadir meu delicioso devaneio:
‒ Ei, Joe, anda, vamos comer logo, estou morrendo de fome.
Levantei-me ainda meio leso.
‒ Vamos, eu preciso mesmo comer algo e te contar o que aconteceu comigo hoje.
Saímos da sala e andamos pelos corredores até o refeitório. Entramos na fila e pedimos o famoso suco Califórnia ‒ feito de abacaxi e uva‒, sentamos em uma mesa e Carla, com sua adorável mania de contar-me detalhes sobre suas relações homossexuais, resolveu me contar a última:
‒ Lembra da Aline, aquela gostosa que eu te falei que estava pegando?
‒ Lembro e daí?
‒ Pois é, eu estou namorando com ela. Pedi ontem e ela aceitou – ela terminou de contar com um sorriso de orelha a orelha.
‒ OMG, como assim? E sua mãe? Já contou que você é lésbica para ela? ‒ perguntei realmente preocupado com a situação e meio boquiaberto.
‒ Não contei, mas eu vou contar, já tenho 17 anos, trabalho e, tem mais, com esse meu jeitão de homem ela já deve ter percebido e, outra, ou ela me aceita ou saio de casa. Joe a escolha é dela.
‒ Por favor, só não faz burrada, você sabe que tudo trás consequências e você tem de aprender a conviver com as consequências, sendo elas boas ou ruins – soltei meu lado protetor.
‒ Ok, mamãe – ela riu com a boca cheia.
É, ela não podia mesmo ser mulher!
‒ E me diz uma coisa, quando eu vou conhecer sua adorável Aline?
‒ Sexta ela vem aqui na escola, talvez você veja ela.
‒ Hm.
‒ Velho, me diz uma coisa, e a garota que você estava gamado? O que rolou?
‒ Ah... A Samanta? Pois é, era o que eu ia te falar, hoje conversei um pouco com ela, questão de sei lá, alguns minutos, nada em especial. Mas porque?
‒ Nada, nada. Vou ao banheiro ligar para o meu amor – ela saiu.
Então fiquei ali na mesa sozinho, olhando pro nada, saboreando meu suco Califórnia num copo de plástico, pensando na vida. Samanta estava sentada numa mesa sozinha, mas decidi não ir falar com ela ou as minhas verdadeiras intenções com ela ficariam muito clara, (risos), e não era o que eu queria. Primeiro eu queria conhecê-la, depois tentar me aproximar ou algo parecido.
O sinal tocou e encaminhei-me para a sala novamente. Eu estava louco pra chegar em casa e encher a cara, beber até meu fígado gritar “CHEGA!”, me masturbar até meu pênis gozar sangue e chorar até minhas lágrimas secarem. Era o que eu fazia toda quinta à noite.
Meu irmão, Nicolas, trabalhava e eu ficava sozinho em casa. Meus pais? Haviam morrido em um acidente de carro e os únicos que sobraram foram eu e o meu irmão. Nicolas tinha vinte e sete anos, era responsável e muito estudioso. Aos vinte e quatro anos, se formou em medicina na UFSC em Florianópolis. Tinha cabelos loiros e olhos claros, como meu pai, e de corpo, digamos que, não era ruim também. Eu queria ser como ele, sarado, pegava muitas garotas, mas nunca, em hipótese alguma pensava em namoro.
Ele saía às seis horas da tarde e eu chegava às cinco e meia com muitas garrafas de raiska, ou seja, eu era obrigado a tomar e esconder antes dele chegar. Ele vinha sempre às seis da manhã, pois toda quinta ele tinha plantão no hospital e ficava lá vinte e quatro horas sem sair.
As três últimas aulas da escola acabaram e eu fui pegar meu ônibus. Samanta estava na parada esperando o mesmo ônibus que eu. Cheguei e sentei ao seu lado.
‒ Vai pegar o ônibus das cinco e meia?
‒ Sim, você sabe se ele vai demorar? Tem horas?
‒ Não – olhei no relógio em meu pulso. – são cinco e vinte e sete.
O ônibus passou pela esquina e chegou ao ponto, interrompendo nossa conversa. Maldito ônibus, pensei.Entrei no ônibus e me sentei, ela se sentou no banco de trás e ficamos calados o caminho todo. Chegando perto da casa dela,a mesma se levantou e disse:
‒ Tchau, Joe, até amanhã.
Simpaticamente respondi:
Ela desceu do ônibus e eu segui caminho...... (continua)


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