Continuando:
Simpaticamente respondi:
‒ Até amanhã, Samanta.
Ela desceu do ônibus e eu segui caminho com meu ipod num volume alto. Eu estava quase cochilando, era cinco e quarenta e cinco da tarde, eu nem tinha dormido nada durante a noite, meu cabelo estava horrível e eu estava morrendo de fome, só queria chegar em casa. Então, o ônibus chegou ao ponto perto da minha casa, desci e o ônibus seguiu viagem. Eu morava num suburbiozinho da minha cidade. Das três da tarde até às três da madrugada, a rua era cheia de gente, ficavam desde crianças até marginais fumando um beck ou coisa pior. Eu já havia provado maconha e podia garantir que a viagem não era legal como é descrita em músicas do Bob Marley, mas, continuando, eu morava em um prédio branco todo pixado, havia um pinto desenhado bem na parede de entrada. Seu Rico, o porteiro, já havia cansado de limpar e repintar as paredes, porém não se pode lutar contra criminosos se você não é um, por isso, eu acredito que ele tenha desistido de limpar as paredes ‒ risos. Entrei no prédio e me dirigi ao seu Rico:
‒ Oi, seu rico, tudo bem? Veio alguém aí quando não estávamos? Algum recado?
Então, seu rico respondeu soprando a fumaça de seu cigarro na minha cara:
‒ Não, não veio ninguém.
Perguntei uma vez mais:
‒ Alguma carta, então?
Ele respondeu:
‒ Não e não.
‒ Ok, então, tchau.
Sempre achei seu Rico um senhor antipático, sem graça e, muitas vezes, mal educado com as pessoas.
Entrei no elevador, pressionei o botão e subi até meu andar. Cheguei em casa, meu irmão estava se arrumando para ir trabalhar. Abri a porta e dei de cara com Nicolas pondo seu jaleco branco, com seu nome bordado em azul, ele me olhou e rapidamente disse:
‒ Caralho, menino onde você estava? Já viu que horas são?
Entrei no elevador, pressionei o botão e subi até meu andar. Cheguei em casa, meu irmão estava se arrumando para ir trabalhar. Abri a porta e dei de cara com Nicolas pondo seu jaleco branco, com seu nome bordado em azul, ele me olhou e rapidamente disse:
‒ Caralho, menino onde você estava? Já viu que horas são?
Fiz uma cara feia e respondi:
‒ Nicolas, véi, só me atrasei cinco minutos, vai me dar um tiro por isso?
‒ Olha que dá vontade. ‒ respondeu ele com um tom sarcástico na voz, passou a mão em sua mochila pegou seu celular e suas chaves do carro.
‒ Olha que dá vontade. ‒ respondeu ele com um tom sarcástico na voz, passou a mão em sua mochila pegou seu celular e suas chaves do carro.
‒ Tem comida na geladeira, se comporte, eu chego amanhã às seis da tarde porque mudaram meu plantão.
Eu te ligo amanhã meio dia, deixe esse celular ligado E NÃO MEXA NAS MINHAS BEBIDAS.
Eu te ligo amanhã meio dia, deixe esse celular ligado E NÃO MEXA NAS MINHAS BEBIDAS.
Então pensei: ''Otário, desde quando eu preciso das suas bebidas? Tenho cinco vezes mais que a sua adega de baixo da minha cama!''.
Mas, na hora, respondi rindo:
‒ Ok, tchau.
‒ Ok, tchau.
‒ Tchau – respondeu ele.
Ele saiu e bateu a porta. Por um segundo, a sala ficou silenciosa. Peguei meu celular e tinha uma ligação de Carla, ignorei e atravessei a sala correndo, fui até minha mochila, acendi meu L.A de cereja e comecei minha mini-festa de um só convidado. Liguei o som bem alto em Born this way da Lady Gaga, que eu tinha acabado de comprar. "I’m beauty im my way, 'cause God make no mistakes, I'm on right track baby, I’m Born this way", cantando bem alto, sentei no sofá e ali fiquei brisando por alguns minutos, pensando, depois de algum tempo me levantei e fui tomar um banho, queria tomar um banho bem demorado, por incrível que pareça, banho sempre te relaxa, por mais que você esteja cansado, sai do chuveiro, me sequei e pelado caminhei sobre a minha casa, cheguei na frente do espelho e fiquei me olhando pelado, eu não era exatamente feio de corpo, eu não tinha músculos e meu pênis tinha 15 cm, acredito que seja um bom tamanho para um menino de quinze anos, mas enfim, me vesti, peguei e ascendi outro L.A de cereja, abri minha garrafa de vodka, e misturei com coca cola, fiquei ali vegetando, pensando na garota que eu tinha me apaixonado, eu ja tinha tomado 2 copos da minha droguinha não proibida,foi quando meu celular tocou:
- Alô
- Alô. Joe sou eu, tem que ser rápido porque estou sem crédito, viu, posso ir dormir ai com a Aline.?
Perguntou Carla
- Ai, amiga, não sei não, você vai embora antes que o Nicolas chegue?
Perguntei com um ar de negatividade
- Ah, por favor, não vamos fazer nada, prometo, amanhã vou pra escola contigo, por favor, deixa?
Carla implorou
- Ok, venha e traga roupa, não estou a fim de te emprestar minhas cuecas.
Então ela respondeu:
- Aiiii obrigado amigo, eu te amo, agora só falta minha mãe te ligar e você dizer que não tem problema nenhum.
- Ainda tenho que falar com sua mãe? – Perguntei
- Sim né, diz que seu irmão está em plantão e você não quer ficar sozinho. – Respondeu Carla
- Tá bom, tchau. – Me despedi depressa e logo o telefone tocou
- Alô?
- Alô. Oi Joe, tudo bem? – Era a Patrícia, mãe de Carla.
- Oi Patrícia, tudo bem sim, e você? – Respondi
- Tudo Joe, mas me responde uma coisa, tem algum problema se a Carla for dormir ai com você? Ela me disse que você não quer ficar sozinho. – Perguntou ela
- Não, não tem problema nenhum se ela vier, é que meu irmão vai ficar 24 horas de plantão, e eu nunca fiquei um tempo tão longo sozinho, queria que ela viesse. – Respondi de novo
- Sim, se não tem nenhum problema ela está indo, vão para escola direito, e não vão dormir tarde.
- Pode deixar, vamos nos comportar. – Afirmei com um ar de certeza na minha voz, eu não gostava de mentir, mas por uma amiga poderia fazê-lo
- Então quero ver Joe. Boa noite, durmam com Deus – Respondeu ela.
- Obrigado, a senhora também, boa noite.
Desliguei o telefone e continuei a beber minha vodka, era 19:35 e Carla chegou com Aline. Levantei-me do sofá e abri a porta, e lá estavam elas, se beijando no meio do corredor, a aparência masculina de Carla fazia elas parecerem um casal normal, Carla tinha alargadores nas orelhas, falava muito palavrão e de vez em quando pegava minhas roupas empestadas, usava tênis de skatista e tinha pouco peito, pode-se afirmar que Carla era ‘’meu melhor amigo’’ Já Aline era loira e tinha lindos olhos azuis, quando olhei para ela achei um tremendo desperdício ela ser lésbica , as enfim, cada um é cada um . Elas pararam de se beijar quando abri a porta, e então eu disse:
- Oi Carla.
Carla com um sorriso maroto me respondeu:
- Oi Joe amiguinho, tudo ok? essa aqui é minha namorada
Na hora fiquei bege, mas respondi:
- Oi, Aline, é seu nome não?
- É sim. É um prazer em conhecer você.
Disse ela, na hora pensei, ela é tão feminina, acho que algo está errado nesse casal, mas a única coisa que saiu da minha boca foi:
- Vocês não querem entrar?
- Queremos né, a não ser que você queira que agente durma aqui fora.
Carla respondeu com um tom sarcástico na voz. Na hora eu ri, e sai da porta para que elas entrassem, o som tava ligado, tinha cheiro de cigarro no ar e éramos três, algo me diz que isso daria suruba, só de pensar em perder minha virgindade com minha melhor amiga já me assustava, então eu puxei assunto com Aline:
- Se estiver com fome, tem comida encima da mesa e na geladeira, fica á vontade, a Carla já é de casa, (risos)
Então Aline respondeu:
- Obrigado Joe, mas hoje só vim aqui para comer uma pessoa. – disse Ela com um sorriso malicioso na face.
- Humm, e quem você vai comer Aline? – perguntei rindo e ela respondeu:
- Quem sabe eu tome um ‘’chá de Carla’’ hoje, isso é se não tiver problemas, Joe?
- Arrumando tudo depois, não quebrando nada e indo embora antes que meu irmão chegue vocês podem fazer o que vocês quiserem. – respondi. Carla nesse meio tempo estava transparente, fingindo que não estava ouvindo a conversa, pegou um copo, colocou um pouco da vodka que estava sobre a mesa, entregou para Aline, estava ainda muito cedo para qualquer encenação homossexual das minhas amigas e ainda estava muito cedo para ir dormir, ligamos o rádio bem auto e ficamos dançando, comendo e bebendo, típica diversão de adolescentes de 15 e 17 anos, mas não podíamos nos esquecer, o outro dia seria sexta feira e tínhamos que ir para aula, pelo menos eu era obrigado a ir, se meu irmão chegasse em casa e me encontrasse dormindo iria cortar meu cu com uma faca, mas enfim, eu estava afim de extravasar e me divertir essa noite, me deitei no sofá, já tonto de tanto beber, rindo e rindo, mais e mais, fiquei ali por alguns minutos, Lady Gaga no ar e Aline e Carla começaram com os atos obscenos, Aline havia se sentado no sofá e Carla safada por si só sentou em seu colo com as pernas abertas, estavam se beijando loucamente e eu estava bêbado demais para perceber que estava na hora de sair da sala e ir dormir, fiquei ali, olhando elas se comerem com os dedos por uns 50 minutos, era 23:00 e eu adormeci no sofá, eu não costumava dormir essa hora mas a bebida derruba de um jeito inexplicável, acordei com meu celular berrando no meu ouvido as 6 da manhã, Carla tava na minha cama deitada com a Aline, chamei elas e logo ambas levantaram. E Carla foi logo dizendo:
- Joe, eu não vou pra escola, vou te ajudar a arrumar tudo aqui.
- É bom que ajude mesmo. – Respondi com firmeza. – Se quiserem tomar café da manhã tem comida na mesa.
Arrumamos toda a casa, tomei um banho e tentei ficar lindo para ir para escola ver a Samanta, ela ainda era o maior motivo de eu ir para escola depois de uma noite bebendo e festejando, o relógio bateu, era 8:00 minha aula começava ás 9:00 e Aline e Carla estavam tomando café, e eu estava atrasado. Comecei a fechar as janelas do apartamento e disse:
- Vamos logo, meu ônibus chega 8:15, e agora já é 8:07.
Aline se levantou rapidamente da mesa, e respondeu:
- Já que você vai para escola Joe, a Carla pode ficar no apartamento da minha mãe comigo, ela já deve ter saído para trabalhar.
E Carla respondeu:
- Sim, podemos ir, só vamos tirar a mesa.
- Não, não preciso, eu arrumo quando voltar da escola. – Respondi
- Então está bem, obrigado por deixar agente ficar aqui Joe, você foi muito legal. Obrigado mesmo. – Disse Aline
- É, obrigado mesmo amigo. – Disse Carla
-De nada. – Respondi com um sorriso sincero. Tranquei a porta, me despedi das duas, e fui para o ponto de ônibus, eu estava ansioso para ver Samanta uma vez mais, toda vez que pensava nela subia um frio inexplicável na minha barriga, fiquei ali,vegetando por alguns minutos e quando o relógio bateu 8:15 o ônibus veio vindo da esquina, geralmente eu pegava a condução antes que Samanta mas por algum motivo ela pegou antes, o ônibus passou por mim e parou, só havia uma menina que chamava minha atenção dentro dele, uma menina cujo os olhos penetravam minha alma, (se é que eu tivesse uma) e embaralhavam meu confuso cérebro, a porta abriu e eu entrei, paguei o cobrador e devagar sentei ao seu lado.
- Bom dia Samanta!
Seu perfume entrou em meu cérebro uma vez mais me fazendo delirar.


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