segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Forever, tequila, eu e você #3 welcome to my life


Continuando:
Seu perfume entrou em meu cérebro uma vez, mas me fazendo delirar. Sentei ao seu lado. Naquele momento, meu coração batia forte e cada vez mais rápido, meus olhos lacrimejavam de alegria, minhas mãos suavam e meu corpo todo tremia.
Bom dia, Joe disse ela com um sorriso.
Tudo bem? perguntei todo tímido.
Sim, levando, e você?
Também estou bem ri. Mas você mora aqui no pedaço?
Sim, ali na frente da padaria do João respondeu ela, mais uma vez, com um sorriso simpático. E completou: Você mora ali naquele prédio branco, não é? Já te vi saindo de lá, minha tia mora ali perto.
Hm, quem é a sua tia? despretensiosamente, perguntei.
Minha tia se chama Francisca, ela mora em uma casa azul, bem na frente do seu prédio.
Sua tia se chama Francisca? Olha, eu acho que conheço uma mulher com esse nome.
Na real, eu nem conhecia “Francisca” nenhuma, só queria prolongar o papo.
Sério? Ela disse que nunca te viu.
Na hora, fiquei com o rosto “vermelho cereja”.
Sei lá, não deve ter muitas Francisca’s no nosso bairro – falei completamente encabulado.
Pois é.
Seguimos o caminho calados e sorrindo um ao lado do outro. Samanta estava com seus fones de ouvido em mãos e seu MP4 estava ligado, parecia que queria que falasse com ela, e era o que eu queria fazer, mas como? Que assunto?  Pensava eu no meio do meu devaneio sexual, foi quando olhei para a tela do seu MP4 e estava na sua playlistLady Gaga – 105 arquivos”. Que tipo de pessoa carregaria 105 músicas de uma cantora? Ela devia gostar de ouvir Lady Gaga, uma coisa em comum entre nós, eu sou um fã incomparável de Lady Gaga, tinha os cinco CDs lançados pela cantora, pôsteres, tinha uma camiseta escrito Born this way e meu próximo projeto corporal era uma tatuagem de uma frase que cantora disse em um dos seus shows: “Enquanto falam mal de mim, eu me torno cada vez mais mágica”; Lady Gaga é uma cantora excepcional, sem dúvidas.Gaga era uma rainha e, disso, ninguém duvidava, mas, continuando, olhei para o seu MP4 e uma vez mais e cantei baixinho:
It's been a long time since I came around, been a long time but I'm back in town and this time I'm not leavin' without yoü.
Ela me fitou por um instante e completou a música:
Yoü taste like whiskey when yoü kiss me awe, I'd give anything again to be your babydoll.
Nessa hora, estávamos agindo como dois malucos, mas o que vale é o momento, naquela hora rimos.
“You and I”,a nova lenda da Lady Gaga, você curte também? – ela perguntou séria.
– O que você acha? Claro, né?
Gaga é um dos meus vícios mais obscuros.
  O tempo passou e ficamos calados por alguns minutos, o ônibus estava chegando à escola.Foi quando caiu um pingo de chuva sobre o vidro, era óbvio que iria chover, o tempo estava nublado, eu só rezava para meu guarda chuva estar em meio aos meus cadernos dentro da minha mochila, pois tinha uma quadra para ir a pé até a escola, meu guarda chuva era grande e acho que caberia a Samanta. A chuva tinha aumentado; estava forte. O ônibus chegou ao ponto de descida, eu coloquei meu capuz e abri meu guarda chuva, Samanta desceu do ônibus também, olhei para lindo rosto molhado com alguns pingos de água.
–Uma carona? – perguntei.
– De carro? – ironizou.
– Não, de guarda chuva mesmo – ri.
– Pode ser, então, tudo para não me molhar – ela disse entrando de baixo do guarda chuva e enganchando no meu braço, seguimos o caminho até a escola falando de músicas e reclamando da vida.
Chegando perto da escola, ela saiu correndo de baixo do guarda chuva e entrou embaixo da cobertura da escola, ficou me esperando chegar até onde estava. Quando fechei meu guarda chuva, ela dirigiu-se a mim:
–Obrigado – deu um beijo no rosto.
– Disponha – respondi ficando cada vez mais envergonhado.
Fiquei ali parado absorvendo o choque. Passamos sobre a porta de vidro da escola e começamos a caminhar naqueles corredores barulhentos da escola e, para quebrar o silêncio infinito entre nós dois, perguntei:
–Ok, temos um projeto de artes para semana que vem e é em duplas, não vi você com ninguém ainda.
–Ah, sim, eu não tenho dupla ainda acho que vou fazer sozinha – ela olhava para o chão.
–Ué? Faz comigo, não tenho par também. E eu sou péssimo em artes. ­– respondi empolgado.
–Pode ser, então, mas já vou avisando que sou péssima também.
– Ah, isso você não é, vi você desenhando na sala de aula, seus desenhos são incríveis – a elogiei de novo.
Samanta desenhava super bem e não eram desenhos comuns, ela conseguia pegar seu rosto e estampar em um pedaço qualquer de papel.
– Joe, eu desenho bem, mas o trabalho é com argila, lembra? É sobre esculturas –disse ela rindo.
–Pois é, mas então fazemos o trabalho no tempo livre de amanhã? – perguntei a ela.
  Nossa escola era em tempo integral e toda quarta tínhamos uma hora de descanso após almoço.
–Sim.E, Joe, eu não tenho argila – respondeu ela entrando na sala de aula, me olhando com aquele olhar que penetrava na minha alma.
Naquele momento fiquei olhando para ela.Foi quando o “ogro” primitivo que pairava sobre os corredores da escola passou por mim; chamava-se Bruno, ele já tinha reprovado tantas vezes que as tias da escola saíram antes que ele.Nossa exagerei! Ele tinha reprovado dois anos, ele era alto e gordo, usava uma camiseta do AC/DC que particularmente ficaria bem melhor em mim, se bem que se eu usasse a camiseta dele, ficaria com cheiro de sovaco por tanto tempo que nem o perfume mais caro do mundo não tiraria o odor!Tinha espinhas no rosto e quando andava suas calças caiam  aparecendo seu pequeno “cofrinho” . Ele me odiava desde o começo do ano, não sei exatamente o motivo, nunca fiz nada para ele, mas eu acredito que pessoas recalcadas geralmente agem assim, continuando ele passou por mim e encarou-me.
Que foi , bicha? Nunca me viu? ele perguntou-me.
Na hora, fiquei calado e olhando para ele, passei pela porta e sentei na minha mesa ao lado de Samanta.

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