segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Forever, tequila, você e eu #10 Hot

 Eu sei que estou atrazado um semana, RISOS, mas ai esta o 10, desculpa a demora gente. PUSS PUSS 

  ''Eu estou pra valer.. você está pra valer? eu não posso me ajudar, esse é o modo que eu me sinto, quando você me olha nos olhos, como você fez na última noite. Eu não aguento ouvir você dizer 'adeus'
Bem, isso parece tão certo, porque parece tão certo
Apenas te ter aqui ao meu lado
Então não me deixe ir, porque você tem a minha alma
E eu só queria que você soubesse''

Meu corpo gelou em um instante, meus olhos brilharam mais que as luzes insanas daquela cidade, passei a mão em seu rosto perfeito, olhei em seus olhos e a beijei, era o que eu queria fazer, era o que eu mais precisava fazer naquele dia, ela poderia estar sem aquela roupa toda e sem aquela maquiagem que eu ainda a acharia perfeita, linda, maravilhosa, era o que Samanta era, eu estava cada vez mais louco por ela, e estava tudo mais fácil, talvez eu tivesse encontrado meu amo verdadeiro, ou eu somente estivesse numa paixãozinha boba e sem importância que enjoaria em um ou dois meses, mas enquanto durasse meu lance com Samanta eu aproveitaria, mesmo que eu tivesse uma decepção depois, não me importava pois eu sentia que de alguma forma aquela garota era diferente e a sua maneira me encantava cada vez mais que eu a conhecia. Seu beijo tinha gosto de vinho e seus lábios roxos já não atrapalhavam nossa futura volta para casa, mas agora que tínhamos subido esse morro todo, voltar era uma opção fora de cogitação. Sentamos sobre o banco onde havia uma mesa pequenina, a vista era realmente ótima, e com Sam, a vista era melhor ainda, estávamos sentados a grama e nem estávamos preocupados com o vinho, o fato era que estávamos abraçados no meio da grama com orvalho molhando nossa roupa, nenhum sinal de chuva e ainda não era hora de irmos embora.
―não é irônico? –perguntei
―o que é irônico? –Samanta questionou-me
― a um mês te conheci e agora estou aqui, sem saber nada de você ao seu lado bebendo vinho  sobre um precipício
―a vida é uma ironia, você pode estar comigo hoje e com outra amanhã, tudo pode mudar. - respondeu ela
―eu sei, mas se for para aproveitar o agora quero ficar aqui e ao seu lado, esse é o meu agora, esse é meu desejo. –respondi passando a mão sobre seu pescoço
―Joe, você é tão fofo, mas não quero que ache que sou atirada, estamos fazendo tudo isso, e você deve estar imaginando que sou uma puta, uma galinha, sei lá –disse Samanta
―por quê? –perguntei uma vez mais 
―nós mal nos conhecemos, e ficamos algumas vezes e já estou aqui em seus braços, e não é essa a imagem de garota que quero para mim. -disse ela com um tom de cansaço na voz.
―Sam, Eu nunca contaria para ninguém, e você sabe que é incrível, quem pensaria isso de você? –respondi ela tentando amenizar o momento
 ―você pensaria. –disse ela
―eu pensaria isso de você? Nunca, jamais, se a sua preocupação fosse somente comigo, pode ficar de bem com a sua consciência porque o que eu acho de você eu já falei, e nada me faria mudar de idéia minha ‘’menina incrível’’ –disse eu olhando em seus olhos
―assim espero. –disse ela passando a mão sobre meu rosto e me beijando uma vez mais, e depois disso, eu ainda sentia que meu coração estava prestes a sair pela boca, Samanta me deixava louco e a brisa que soprava em nossos rostos me fazia sentir frio, mas somente o fato de estar com Samanta em meus braços já bastava para sentir a temperatura de meu corpo subindo cada vez mais e mais, ela passava a mão em meu cabelo bagunçado e se pressionava contra meu corpo, fazia todos os músculos do meu corpo se contorcer, seria uma preliminar? Talvez, mas eu ainda não queria perder minha virgindade no meio do mato com Samanta, as horas passaram e o maldito tempo nos lembrou de casa, do inferno de nossas vidas, eram 21:00 e era hora de Samanta encontrar seu pai, descemos devagar as escadarias e ainda dei um belo pedaço de chocolate para Samanta, para ver se passava o efeito do álcool no estomago fraco dela, eu não tinha bebido muito e estava lúcido, nem tonto não havia ficado, Samanta também não, já que passamos a maioria do tempo se beijando e conversando, no fim, acabamos esquecendo o vinho lá encima.
―Joe, esquecemos o vinho lá em cima. –Disse Sam
―sem problema, eu consigo uma adega se você quiser. –respondi
―sim é claro –respondeu ela rindo
―é. -Respondi rindo também
Seguimos nosso caminho por aquela cidade barulhenta, conversando e falando merda como sempre, era o único papo que rolava em meio aquelas lojas cheias de gente, aqueles shoppings Center lotados de ‘’gente colorida’’ e um bando de caipira ouvindo sertanejo universitário, era assim os sábados em nossa cidade, atravessamos uma ponte, alta, com um rio não muito profundo e tiramos uma foto, talvez fosse a nossa primeira foto, e aquela hora já estávamos feios e sujos de barro do morro em que subimos, mas o que vale é a intenção e o momento, como eu sempre digo. Sam precisava voltar para casa, e eu sem carro, e no sábado sem ônibus, uma vez mais fomos caminhando, aquelas ruas por onde estávamos passando me lembravam nosso primeiro beijo, nosso primeiro cigarro juntos, que bruscamente foi apagado pela chuva e coisas a mais, meus pés estavam doloridos, mas havia sido o dia mais incrível de minha vida, Samanta estava cansada, mas pelos seus sorrisos, assuntos e animação davam para ver que tinha se divertido também e isso me deixava mais feliz ainda. Mas o simples fato de tudo estar acontecendo novamente, me deixava intrigado, fora igual com Renata, e eu queria esquecer e se Samanta fosse a resposta eu estaria feliz para o resto de minha vida inútil e embriagada. 


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