segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Forever, tequila, você e eu #9 Crazy


 ''Eu nunca fui com o vento, apenas deixe fluir deixe-me levar onde quer ir, até você abrir a porta há muito mais, eu nunca vi isso antes, eu estava tentando voar, mas eu não consegui achar asas mas porém você veio e mudou tudo''

Cheguei a minha casa e logo fui entrando bruscamente e me deparei com meu irmão dormindo sobre o sofá, ele estava de uniforme, provavelmente tinha acabado de chegar do hospital, olhei nos bolsos de sua calça, mas não havia nenhuma misera moeda, eu precisava de dinheiro para o encontro com Samanta, só que ele estava dormindo como um ‘’anjinho no sofá’’ e parecia que não iria acordar logo, então resolvi acordá-lo, eu adorava infernizar a vida do meu irmão, já que eu só o tinha, eu não podia ‘’encher’’ mais ninguém digamos assim.

―Nic. Meu querido irmããããõ! ACORDA! –falei gritando. ―Niiicooooolas! Acorda porra. –disse eu gritando uma vez mais.

―Que foi menino? Morreu alguém? –perguntou ele pondo uma almofada sobre o rosto.

―não, eu quero pedir uma coisa.

―O que é? O que você aprontou dessa vez moleque?-perguntou ele uma vez mais

―Eu não fiz nada, é o que quero fazer, eu vou sair amanhã e eu preciso de dinheiro. –falei olhando para Nicolas com uma cara de cachorro abandonado

―hm, só por isso me acordou? E não poderia ter esperado amanhã?-perguntou ele indignado.

―não, amanhã você sai de casa as 7:00 da manhã, você acha que eu ia acordar 7 da manhã para pedir dinheiro?

―Afe! Toma o dinheiro e nem me fale aonde você vai, nem saber quero, só não fume, não beba e não engravide ninguém.            -disse Nicolas virando-se para a televisão uma vez mais, olhei para o relógio e tomei um banho rapidamente. Olhei para o relógio de novo e me joguei em minha cama,eu não queria beber, fumar, ou fazer qualquer outra coisa, eu só queria me que o dia amanhecesse logo, deitei-me sobre a cama, e a luz da lua que invadia meu quarto uma vez mais escuro, adormeci. Aquela noite me revirei sobre minha cama, para direita, para esquerda, e quando vi estava a dormir como um bebê, acordei-me com o despertador do celular que tinha programado para tocar as 11:00 da manhã, eu era um dorminhoco, se pudesse, dormiria para o resto de minha vida chata e infeliz, mas eu tinha um dilema para resolver ainda: onde levar Samanta? Aonde ir? O que fazer?  Enfim, eu tinha algo em mente que era bem a minha cara, uma coisa bem adolescente, eu não sabia o que estava sentindo, não sabia o que se passava na mente de Samanta, mas tudo estava muito confuso, ela tinha me beijado primeiro então isso significava algo, pensava eu em meus devaneios, por mais inexperiente que eu fosse, de uma coisa eu sabia, não se falava ‘’eu te amo’’ para alguém no primeiro encontro, e disso eu estava certo. Fiquei viajando e esperando o tempo passar, maldito tempo que não passava. Quando o relógio completou 15:32 eu fui me arrumar, tomei banho, vesti minha camiseta do red hot chilli pepers e minha skinny e fui-me embora de a pé, o park que iríamos nos encontrar era perto do meu apartamento, caminhei sobre a calçada e até que estava em achando bonito, sentei-me sobre um banco do parque e fiquei a esperá-la, olhei a hora em meu relógio e eram 16:52, onde estava Samanta? Me perguntava o tempo todo, naquela altura já contava com um fora dela, foi quando olhei no outro lado da rua, uma garota perfeita atravessando a faixa, vestindo um vestido justo vermelho e um coturno da channel preto, e para completar uma meia arrastão que a deixava ainda mais sexy, era Samanta que se transformou de menininha comportada para vadia do cu doce, andou sobre a calçada e logo me viu, foi quando ela veio em minha direção, meu coração batia forte de novo e minhas mãos suavam, Samanta nunca tinha sido tão sexy, chegou e parou a minha frente, baixei meu wayfarer sorrindo e falei:

―oi Sam.

―oi Joe meu amor! –disse ela sorrindo e sentando ao meu lado

Seu perfume entrava em meu cérebro me enlouquecendo insanamente.

―Sam, você está incrível. Você está simplesmente linda.

―obrigada Joe, não foi difícil escolher uma roupa para um encontro com você, quero dizer..-disse ela jogando os cabelos ao vento

―mas senta, agente já vai sair, quero esperar o sol baixar. –disse eu tirando um cigarro do bolso ― você quer? –perguntei

―sim. –respondeu ela.

―essa é uma retribuição do cigarro que você me deu quando me beijou pela primeira vez que me beijou, sabia? Você fuma do meu e eu fumo do seu.

―é serio? –perguntou ela irônica olhando em meus olhos, a todo momento erguia seu vestido tomara que caia vermelho e mexia na sua meia como se algo a incomodasse. Então eu pensava que devia ser difícil ser mulher e usar essas coisas todas, só para ser sexy mas enfim, beleza é sofrimento como eu sempre digo.

O tempo passou e já eram 18:20 e então fomos e compramos sorvete e refrigerante que são lendas dos encontros adolescentes, mas um porém, nos encontros com Joe sempre, sempre tem um porém, sempre tem algo para animar mais, para isso comprei vinho e copos plásticos e coloquei-os em uma sacola, ‘’que classe’’eu queria um momento sós com Samanta, um lugar onde ninguém me visse bebendo ou fumando com uma garota, e então estávamos a duas quadras de um morro incrível, era uma espécie de ponto de vista da cidade, eu já tinha ido lá algumas centenas de vezes com Renata que por sinal foi lá que me abandonou, bêbado ao relento, peguei Samanta pelo braço e falei:

―vamos a um lugar hoje.

―a é? Onde? –perguntou ela

―você já vai ver. –respondi pegando em suas mãos seguimos o caminho pela cidade barulhenta e cheia de gente e quando Samanta olhou para o morro e para as escadarias que ela iria ter que subir ela disse:

―espero que valha a pena subir isso tudo. Espero que consiga subir de salto.

― e eu espero um beijo assim que chegar lá e se não conseguir subir se salto te levo no colo. –falei soltando sua mão e subindo as escadas, subindo e subindo quando chegamos lá encima nos deparamos com uma vista incrível da cidade, as luzes já não atrapalhavam a vista das estrelas e o som dos carros já não atrapalhavam o ouvir da voz de Samanta. Abri o vinho e coloquei-o num copo e dei para ela que ainda estava a fatigar.

― eu disse que iria valer a pena.

― só o fato de estar ao seu lado Joe, já vale a pena.

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